Apesar de as famílias brasileiras estarem aumentando gradativamente o seu nível de endividamento, o comprometimento da renda com o pagamento do serviço da dívida está caindo. Em janeiro deste ano, segundo dados do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, os brasileiros comprometiam 22% de sua renda com pagamentos de dívidas.

Apesar de as famílias brasileiras estarem aumentando gradativamente o seu nível de endividamento, o comprometimento da renda com o pagamento do serviço da dívida está caindo. Em janeiro deste ano, segundo dados do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, os brasileiros comprometiam 22% de sua renda com pagamentos de dívidas. Em novembro de 2008, esse valor correspondia a 24,3%. Segundo o novo diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, os dados mostram que as famílias ainda têm espaço para se endividar e é justamente isso que vai sustentar a ampliação do crédito em mais de 20% neste ano. O nível de endividamento chegou a 34,9% da renda anual das famílias em janeiro - um aumento de 5,4 pontos porcentuais na comparação com os números dos dois últimos anos. A preocupação do BC, por outro lado, é que a ampliação do endividamento também é um fator de pressão para a inflação. Carlos Hamilton explicou que a redução recente do comprometimento de renda das famílias, mesmo com o aumento do endividamento, ocorreu devido à reversão da alta dos juros e à retomada da tendência de alongamentos dos prazos. Ele afirmou que não dá para dizer que uma eventual mudança na política monetária pode provocar uma mudança nesse cenário. O alongamento de prazos pode compensar parte do movimento de alta de juros.
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