Aumenta o reinado dos sapatos da família Birman na Oscar Freire, a rua do comércio de luxo dos Jardins, na zona sul de São Paulo. Amanhã abre, no esquema soft open, a terceira grife do grupo, a Alexandre Birman, cujos artigos eram vendidos, até então, apenas em lojas de departamentos internacionais, como a Saks, em Nova York, a preços médios de US$ 600.

Aumenta o reinado dos sapatos da família Birman na Oscar Freire, a rua do comércio de luxo dos Jardins, na zona sul de São Paulo. Amanhã abre, no esquema soft open, a terceira grife do grupo, a Alexandre Birman, cujos artigos eram vendidos, até então, apenas em lojas de departamentos internacionais, como a Saks, em Nova York, a preços médios de US$ 600. A marca-mãe, a Arezzo, inaugurou sua primeira loja própria no País, ali, em 1991. No ano passado, foi inaugurada a Schutz, com sapatos mais arrojados e modernos, que faturaram vários prêmios de estilo. Agora é a vez da Alexandre Birman, que chega com a pretensão de ser uma grife de luxo. O preço médio dos calçados é de R$ 1 mil. Um par da octogenária Ferragamo pode sair por R$ 2 mil. Já um Christian Louboutin, conhecido pelo solado vermelho, por R$ 3 mil. Antes de desembarcar no Brasil, o pai da marca, Alexandre Birman, de 32 anos, filho mais velho do fundador do grupo, Anderson, conquistou os pés de atrizes hollywoodianas, como Kate Hudson, e de Leighton Meester, da série americana Gossip Girl. Cobra piton. A marca tem um DNA bem específico: saltos extremamente altos - há modelos de 14 cm - e meia pata no solado para dar mais equilíbrio no andar. "A matéria-prima é o couro de cobra piton", explica Alexandre Birman, que é o designer desta linha. "É um material certificado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)", avisa. Esse é um tipo de couro muito macio, que deixa o sapato confortável, mesmo sendo bem alto. Hoje, Alexandre Birman assina o closet de sapatos da série Gossip Girls. E, com este reconhecimento, desembarca nos Jardins com a primeira loja da marca, que tem pouco mais de 20m². É assim pequena mesmo. Na contramão das megalojas da região, Birman só vai atender com hora marcada ( tel.: 11 3086-1264). "A intenção é oferecer uma série de serviços diferenciados", explica. "Os sapatos terão meio ponto. Fazemos sapatos sob medida. E ainda será possível escolher a cor, mesmo que não tenha na prateleira, e trocar o Piton por um tecido, por exemplo." Evolução. Birman cresceu junto com a marca Arezzo. Ele fez seu primeiro par de sapatos aos 12 anos, quando a empresa era uma pequena oficina, que funcionava na garagem de seu avô, em Belo Horizonte. Apesar de mais tarde ter entrado na faculdade de administração, ele não concluiu o curso. Sempre preferiu trabalhar no comércio. Aos 14 anos, montou um estacionamento e teve então seu primeiro rendimento mensal, R$ 15 mil. A família veio para São Paulo em 20o1. "Fomos morar no Itaim-Bibi, zona sul, porque é um bairro muito central, apesar do barulho dos helicópteros e aviões", diz Birman, que comprou um apartamento no prédio vizinho ao do pai. Seu quartel-general fica na Rua Oscar Freire, por onde circula a pé, e faz uma espécie de relações públicas com seu público-alvo, paulistanas que costuma encontrar na doceira Cristallo. "Quer forrar o estômago com uma empada?", diz ele, amigavelmente.
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