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Falta de técnicos afeta reforma agrária cubana

Havana, 10 nov (EFE).- A reforma agrária cubana enfrenta um déficit de 3 mil agrônomos e veterinários que buscaram outros empregos na busca de melhores salários e condições, informa hoje o semanário oficial Trabajadores.

EFE |

O jornal da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), único sindicato da ilha, aconselha oferecer uma "melhor distribuição" de funcionários e mais "motivações" aos profissionais que deixaram o campo.

Assinala como "uma fraqueza" do Ministério da Agricultura a alocação dos técnicos agrícolas e veterinários, pois a maioria trabalha "no sistema empresarial, enquanto fazem falta nas unidades de produção".

Nas "unidades básicas de produção cooperativa" (UBPC), que têm mais de 40% dos 3,5 milhões de hectares cultivados na ilha, a escassez de profissionais é "extrema", pois há menos de um analista em média por cada unidade, segundo dados do Ministério.

O jornal "Trabajadores" menciona entre as causas do abandono do campo a "falta de vocação" e um sistema de pagamentos que não corresponde ao trabalho desempenhado.

Por isso, acrescenta, há engenheiros pecuários que escrevem sobre beisebol em algum jornal, veterinários que trabalham como construtores ou agrônomos que vendem purê de tomate.

O ditador Raúl Castro procura reanimar o decadente campo cubano e superar o crônico déficit de alimentos -agravado nos últimos meses por três furacões- com uma reestruturação que aumente a produção e a produtividade, racionalize a administração e garanta o abastecimento de mantimentos a preços acessíveis.

Cuba se mantém sem cultivar a metade de suas terras úteis e importa mais de 80% dos alimentos que consomem seus 11,2 milhões de habitantes, a um custo que em 2008 passará de US$ 2,5 bilhões de dólares, segundo fontes oficiais.

Raúl Castro, presidente titular de Cuba desde fevereiro, quando após quase meio século de seu irmão mais velho Fidel no poder, tenta promover a provisão de meios a camponeses e cooperativas, melhores preços pelos produtos e entrega de terras em usufruto a quem as solicite.

A diretora de capacitação do Ministério da Agricultura, Adriana Ballester, afirmou que o reordenamento do campo "deve investir na pirâmide" com os profissionais, que "devem estar majoritariamente onde se produz".

Também ressalta que o número de graduados universitários por ano não satisfaz as necessidades.

Cuba tinha em 2007 mais de 31 mil técnicos e cerca de 7 mil engenheiros agrônomos, segundo dados oficiais. EFE rmo/jp

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