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Falta de pessoal qualificado dificulta plano de socorro dos EUA

Washington - O Departamento do Tesouro americano tem dificuldades para contratar pessoal que maneje o socorro financeiro de US$ 700 bilhões aprovado pelo congresso em outubro, afirmou hoje o jornal The Wall Street Journal.

EFE |

"Recentemente, muitas decisões ficaram em mãos de funcionários interinos, freqüentemente de outras agências federais que supervisionam o sistema bancário e que estão temporariamente no Tesouro, mas devem voltar a seus postos anteriores", informou o jornal.

Segundo o "The Wall Street Journal", o subsecretário do Tesouro, Neel Kashkari, a quem se encarregou o manejo do programa de socorro financeiro, disse que o Escritório de Estabilidade Financeira opera com 40 empregados em tempo integral, apenas metade dos que necessita.

No mês passado, o Executivo e o congresso definiram um plano de auxílio para os mercados financeiros que então se descreveu como de necessidade urgente, e que, em princípio, se dedicaria à aquisição de títulos de pacotes hipotecários de alto risco, sendo inicialmente denominado "Programa de Alívio de Ativos Problemáticos" (Tarp, na sigla em inglês).

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, quem pediu e recebeu do Congresso atribuições extraordinárias para o manejo do auxílio, afirmou que ele seria usado para adquirir títulos de hipotecas dos bancos.

Em meados de outubro, porém, Paulson modificou a aplicação do plano e anunciou que usaria cerca de US$ 250 bilhões para a nacionalização parcial dos bancos através da compra governamental de ações das instituições.

Depois, Paulson acrescentou dezenas de bilhões de dólares à nacionalização da seguradora American International Group (AIG), e, recentemente, o Tesouro voltou à idéia original da compra de hipotecas de alto risco.

De acordo com o "Wall Street Journal", Kashkari espera contar com o dobro de empregados até a posse de Barack Obama, em 20 de janeiro.

"Observadores externos indicaram que a dificuldade para compor rapidamente um pessoal qualificado pode ser uma das razões pelas quais o Tesouro abandonou seu plano original de uso do Tarp na compra de ativos das instituições financeiras e decidiu, por outro lado, injetar capitais no sistema bancário", acrescentou. 

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