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A recomendação da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) de analisar a rede credenciada e a abrangência da cobertura oferecida pelo plano de saúde não é à toa: a maior parte das queixas referentes a convênios médicos tratam justamente de falhas no atendimento prestado. De acordo com o Procon, a entidade recebeu 396 reclamações de clientes de planos médicos e odontológicos entre janeiro e junho deste ano.

Deste total, 155 registros referiam-se à negativa de cobertura e 51 a problemas de abrangência de atendimento e reembolso.

Outra queixa freqüente dos consumidores diz respeito à rescisão, substituição ou alteração do contrato com a empresa.

A coluna Advogado de Defesa, do Jornal da Tarde, também costuma registrar uma grande quantidade de cartas referentes à reajustes abusivos de mensalidades dos convênios médicos.

Uma queixa freqüente dos clientes é que há aumento nos valores quando mudam de faixa etária, tornando o custo mais alto. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a diferença da mensalidade entre a primeira e a última faixa pode ser de no máximo 500%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), muitos usuários, principalmente idosos, não trocam o plano médico atual por um mais barato por conta da necessidade de cumprir um período de carência antes de solicitar determinados tipos de tratamento, consulta ou exame.

Por causa disso, as entidades de defesa do consumidor recomendam pesquisar com muita atenção as opções disponíveis no mercado antes de assinar o contrato com a empresa, para evitar problemas no futuro.

Em caso de dúvidas ou reclamações, o telefone da agência reguladora é 0800-7019656.

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