Sem uma Rodada, a possibilidade de o Brasil conseguir a liberalização do etanol fica cada vez mais distante e agora dependerá de negociações bilaterais e processos nos tribunais. Nos últimos dias, parte do cálculo brasileiro para aceitar o pacote incluía o fato de que o País ganharia uma cota para as exportações de etanol ao mercado europeu e uma redução de tarifas no mercado americano.

Agora, o setor privado deverá pedir a abertura de uma disputa comercial nos tribunais da OMC para tentar condenar as barreiras dos americanos ao produto.

"O fracasso é um desastre. O que ocorreu interrompeu um entendimento no etanol", disse Marcos Jank, presidente da Unica. O chanceler Celso Amorim não disfarçava que o acordo na Rodada Doha estaria condicionado à inclusão do etanol no pacote.

Porém, o fracasso das negociações impediu um acordo. Em declarações ao Estado, o comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, deixou claro que o caso do etanol estaria ligado ao sucesso da Rodada. "Não vamos mais ter cotas", completou.

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