Para muitos usuários do Facebook, a maior rede social do mundo, foi apenas a última de uma série de frustrações: na quarta-feira, eles descobriram uma falha de segurança que permitiu o acesso a informações restritas em suas contas do Facebook, como as conversas de chat. Embora o Facebook tenha agido rapidamente para solucionar a falha, o problema a aumentou a sensação de que está ficando difícil confiar no serviço para proteger informações pessoais.

Para muitos usuários do Facebook, a maior rede social do mundo, foi apenas a última de uma série de frustrações: na quarta-feira, eles descobriram uma falha de segurança que permitiu o acesso a informações restritas em suas contas do Facebook, como as conversas de chat. Embora o Facebook tenha agido rapidamente para solucionar a falha, o problema a aumentou a sensação de que está ficando difícil confiar no serviço para proteger informações pessoais. Há pouco tempo, o Facebook introduziu mudanças que basicamente obrigam os usuários a optar entre disponibilizar informações sobre seus interesses a qualquer um ou a removê-las completamente. "O Facebook se tornou mais assustador que divertido", diz Jeffrey P. Ament, 35 anos, fornecedor do governo. Ament estava tão insatisfeito com o Facebook que deletou sua conta nesta semana, após três anos de uso. "Toda semana parece haver uma nova atualização ou mudança de privacidade, e eu me cansei." O Facebook afirma que a falha de segurança, que durou algumas horas, não deve ter um impacto duradouro na reputação da empresa. "Para um serviço que cresceu tão dramaticamente como o nosso, e agora atende mais de 400 milhões de pessoas, achamos que nosso histórico de segurança e privacidade não tem paralelo", disse Elliot Schrage, vice-presidente para políticas públicas da companhia. "Se somos perfeitos? Certamente não." Confiança. O site de relacionamentos está no centro de uma discussão sobre como os dados pessoais dos usuários são usados pelos websites, segundo James E. Katz, professor de comunicações da Universidade Rutgers. "Está claro que continuaremos a descobrir novas fronteiras de privacidade que são passíveis de ampliar e, com igual velocidade, de violar", disse Katz. Especialistas em redes sociais questionam se o Facebook não cresce de uma maneira que poderá prejudicar sua situação no futuro. O incidente de privacidade, reportado inicialmente pelo blog TechCrunch, não ajudou. "Embora essa violação pareça relativamente pequena, ela ocorreu em momento inoportuno", disse Augie Ray, analista da Forrester Research. "A falha ameaça solapar metas do Facebook para os próximos anos, pois os usuários se perguntam se a plataforma é digna de confiança." Nos últimos meses, o Facebook introduziu mudanças que encorajam os usuários a tornarem fotos e informações acessíveis a qualquer pessoa. No mês passado, o presidente da empresa, Mark Zuckerberg, anunciou planos de compartilhar informações com outros sites. O Facebook passou a estimular que os usuários compartilhassem dados sobre hobbies e local de nascimento, de maneira a tornar essas informações públicas. Essa última mudança levou o Electronic Privacy Information Center, entidade de defesa do direito de privacidade eletrônica, a registrar uma queixa na Comissão Federal de Comércio. "O Facebook manipula os ambientes de privacidade de usuários e também sua própria política de privacidade para tornar públicas informações pessoais que os usuários gostariam de manter limitadas", diz Marc Rotenberg, diretor executivo da organização. A extensão da insatisfação dos usuários é difícil de quantificar, mas uma medida é um grupo criado no Facebook para protestar contra as recentes mudanças, que atraíram mais de 2,2 milhões de novos membros. Schrage afirma que a companhia estava ciente de que alguns usuários não estavam contentes com as mudanças, mas considera que a resposta geral foi positiva. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.