Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Fabricantes terceirizadas de semicondutores vão faturar US$ 47,4 bilhões em 2008, diz Gartner

SÃO PAULO - O faturamento das fabricantes terceirizadas de semicondutores deve fechar 2008 em US$ 47,4 bilhões, com alta de 10,8% sobre o ano passado. Até 2012, a receita dessa indústria deve chegar a US$ 66,8 bilhões, afirma a consultoria Gartner.

Valor Online |

Durante esses tempos de dificuldades econômicas, a maior vantagem competitiva é o projeto de produtos e é ele que deve receber os maiores investimentos, afirmou o vice-presidente de Pesqusia do Gartner, Jim Walker. Instalar e manter unidades próprias de produção de semicondutores se tornou um enorme fardo, com o custo de construção de uma unidade de ponta de produção de semicondutores atualmente ficando próximo dos US$ 3 bilhões, US$ 4 bilhões. O gerenciamento do risco de capital face o retorno apenas servirá para promover o crescimento da terceirização (da produção) no futuro, acrescentou.

Apenas no segmento de fabricação dos chips, a expectativa é que a receita chegue a US$ 25,5 bilhões neste ano, um aumento de 14,8% em relação ao ano passado. Segundo o Gartner, o crescimento virá mais forte no terceiro trimestre, impulsionado pela melhoria no mix de produtos, pela recuperação dos preços e pela maior demanda, especialmente nos segmentos de linhas fixas, aparelhos portáteis e aplicações de rede.

Já no segmento de serviços de teste e montagem dos semicondutores, o faturamento neste ano deve alcançar os US$ 21,9 bilhões, 6,6% mais que em 2007. Para a consultoria, os preços devem se manter estáveis neste ano, embora a pressão continue para que haja reduções em mercados específicos, como no de memórias. Os preços dos testes também devem permanecer basicamente estáveis, afirma o Garnter, mas também com pressão por baixas no segmento de memórias, fruto da queda no valor médio de revenda final desses produtos.

Segundo o executivo da consultoria, mesmo num momento difícil para a economia, os serviços e processos oferecidos pelas empresas terceirizadas devem começar a se equiparar em qualidade aos dos principais fabricantes de componentes originais e integradores. Muitos deles, afirma Walker, se tornaram dependentes das terceirizadas nos últimos anos, ao adotar estratégia de reduzir ativos e unidades produtivas próprias. Para muitos, diz, não há mais a possibilidade de uma volta à produção interna.

À medida que as fabricantes e integradoras originais se tornam mais 'fabless' (sem fábricas próprias) e 'assemblyless' (sem linhas próprias), isso faz o jogo das companhias de serviços de montagem e testes, com o resultado de que esses serviços terceirizados vão crescer a um passo maior do que a média da indústria de semicondutores, afirmou Walker. Os serviços terceirizados não são mais usados apenas para atender necessidades de excesso de produção. Eles agora fazem parte verdadeiramente da cadeira de produção, acrescenta o analista.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG