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Fabricantes globais de cerveja começam a reduzir produção e demitir

SÃO PAULO - O consumo menor de cerveja já é sentido em várias partes do mundo, e as grandes fabricantes começam a tomar medidas para se adaptar à nova realidade. A cervejaria dinamarquesa Carlsberg, quarta maior do mundo, informou ter dado início a negociações com sindicatos do país para tentar cortar 150 empregos em seu mercado doméstico. O grupo também está eliminando 124 empregos na região do Báltico, que se somam aos cortes de 80 funcionários já anunciados em novembro.

Agência Estado |

A companhia afirmou que decidiu tomar "uma série de iniciativas" na Noruega com o objetivo de reduzir custos e aumentar a eficiência, em resposta a uma esperada queda do volume de vendas por causa dos impostos mais elevados e das incertezas econômicas.

Além dos cortes, a empresa anunciou uma reestruturação em sua diretoria. A companhia nomeou Khalil Younes, ex-executivo da Coca-Cola, para o cargo de vice-presidente sênior do departamento de inovação, vendas e marketing. Nils Ostbirk, que vem da LOréal, foi escolhido vice-presidente sênior para a Europa Ocidental. Younes e Ostbirk substituirão Jan Hillesland e Alex Myers, respectivamente.

A cervejaria britânica SABMiller, segunda maior do mundo, por sua vez, reduziu a produção de bebidas no trimestre encerrado em dezembro por causa da queda na demanda, mas disse que os cortes de custos e os aumentos de preços praticados no período permitiram que a companhia atingisse suas metas financeiras.

A companhia britânica disse que o volume total de lager (cerveja leve) produzida cresceu 1% nos três meses encerrados em 31 de dezembro, por conta de aquisições de outras empresas. Mas o volume orgânico, que exclui os efeitos das aquisições, caiu 1%, comparado a um aumento de 1% no trimestre anterior. O resultado ficou abaixo do esperado por analistas. "A demanda tem sido afetada pela crise global e continua a enfraquecer em muitos dos mercados da empresa", disse a SABMiller em um comunicado.

Em novembro, a companhia informou que iria reduzir investimentos por causa da queda na demanda e pressão dos custos. O consumo caiu tanto nos mercados desenvolvidos, como EUA e Europa, quanto nos emergentes.

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