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São Paulo, 24 (AE) - O movimento de paralisações nas linhas de produção de fabricantes de papel europeus e norte-americanos permanece intenso em dezembro. Nos últimos 15 dias empresas como MeadWstvaco (MWV) e Tembec informaram planos de reduzir a oferta de capacidade de papéis.

Com isso, ampliam a lista de anúncios de ajuste de oferta, que já conta com empresas do porte de International Paper (IP) e Stora Enso, além dos grandes produtores asiáticos.

O anúncio da norte-americana MWV, empresa que no Brasil controla a Rigesa, envolve o encerramento das atividades de uma fábrica de papéis de embalagens na Holanda. A unidade deverá ter suas atividades encerradas em fevereiro de 2009. Já a canadense Tembec interromperá por duas semanas, até o dia 5 de janeiro, as operações de uma unidade de papel imprensa no Canadá.

A paralisação de operações em fábricas no Hemisfério Norte, movimento que se intensificou a partir de outubro, reflete a desaceleração da economia mundial. Para evitar quedas nos preços, como já acontece no segmento de celulose, os fabricantes de papéis decidiram fechar fábricas e tentar garantir maior equilíbrio entre a oferta e a demanda mundial. A iniciativa tem se mostrado positiva para o setor, que ainda registra estabilidade de preço em diversos produtos.

O fechamento de capacidade instalada no Hemisfério Norte beneficia os fabricantes brasileiros de papel, mas é uma preocupação na ponta da produção de celulose. Suzano Papel e Celulose e Votorantim Celulose e Papel (VCP), por exemplo, oferecem os dois tipos de produto, tanto no mercado externo quanto interno, portanto têm sido beneficiados no segmento de papel, mas afetados na área de celulose, por conta da queda na demanda. Essa retração no mercado internacional, agravada pela crise, fez com que a tonelada do insumo negociada na Europa caísse de US$ 840 no período de abril até agosto para menos de US$ 650 no mês de dezembro.

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