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Fabricante de charutos cubanos diz que produção vai depender de investimentos

Havana, 24 set (EFE).- A Corporación Habanos S.

EFE |

A., empresa mista controlada pelo Estado cubano e a tabaqueira Altadis, disse hoje que não terá problemas para fabricar seus famosos charutos em 2009, mas que vai precisar de uma "grande injeção de recursos".

O vice-presidente comercial da companhia, o cubano Manuel García, declarou a jornalistas que, "pelo menos no ano que vem", a fábrica não vai enfrentar "grandes dificuldades na produção de charutos", apesar de mais de cinco mil casas de secagem de tabaco terem sofrido danos durante a passagem de dois furacões por Pinar del Río só este mês.

"Por sorte, contamos com uma reserva de matéria-prima que vai nos facilitar dispor do produto", disse García, segundo quem os prejuízos na cadeia de produção dos célebres charutos ainda não foram quantificados.

"Sem dúvido, vamos precisar de uma grande injeção de recursos no setor do tabaco", acrescentou o executivo.

O dinheiro, segundo García, deverá ser disponibilizado pela Altadis e pelos distribuidores de marcas famosas, como Montecristo, Coíba e Partagás.

"No fim, nossos sócios e distribuidores são os mais interessados em que este produto não seja afetado em nada, e esperamos que, como sempre aconteceu, tenhamos a ajuda solidária deles", afirmou. EFE jlp/sc

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