A petroleira norte-americana Exxon inicia nos próximos dias a perfuração de um poço exploratório no bloco BM-S-22, a única área da região do pré-sal da Bacia de Santos que ainda não tem descoberta de petróleo ou gás. O trabalho será feito pela plataforma West Polaris, construída recentemente pela norueguesa Seadrill, que passou o último mês ancorada na Baía de Guanabara, sendo preparada para as operações no bloco.

A Petrobrás tem 20% do bloco BM-S-22, que vem sendo chamado de Ogum pelos sócios no projeto - a Exxon e a também americana Amerada Hess dividem os 80% restantes. O primeiro poço de Ogum é aguardado com grande expectativa pelo mercado, uma vez que especialistas apontam grande potencial de descobertas na área, que fica ao sul de um reservatório batizado de Carioca.

"Estamos excitados em começar nossa primeira operação em águas profundas no Brasil. É um importante marco para nós, já que temos três outras plataformas previstas para esta região nos próximos anos. O Brasil deve se tornar uma de nossas principais áreas de atuação", disse, em nota, o presidente da Seadrill Managment AS, Alf Thorkildsen. Em abril, a companhia fechou um contrato de US$ 4,1 bilhões para a construção e afretamento de três sondas para a Petrobrás por um período de 18 anos.

O BM-S-22 é o único bloco na chamada área do pré-sal da Bacia de Santos que ainda não teve poços perfurados. Na mesma região, além de Carioca, a Petrobrás já descobriu Tupi, Iara, Júpiter, Guará, Bem-Te-Vi e Parati. Apenas os dois primeiros tiveram reservas estimadas em até 12 bilhões de barris de petróleo. Não há estimativas de volumes para as outras reservas, o que depende ainda de novas avaliações.

No momento, a Petrobrás não perfura nenhum poço na região. No que diz respeito ao pré-sal, as atenções da companhia estão voltadas para a Bacia do Jequitinhonha, no litoral baiano, considerada uma das novas fronteiras exploratórias brasileiras. A companhia iniciou a perfuração de um poço buscando reservatórios abaixo do sal no bloco BM-J-3. O trabalho está sendo feito pela plataforma de perfuração Ocean Clipper, a mesma que descobriu as reservas de gás de Júpiter, na Bacia de Santos.

Atualmente, só as Bacias de Santos e Campos têm descobertas relevantes no pré-sal. Em Campos, a Petrobrás aposta no Parque das Baleias, complexo petrolífero onde está o campo de Jubarte, que hoje produz cerca de 15 mil barris por dia de óleo encontrado abaixo da camada de sal. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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