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Extremo Oriente deve crescer 5,3% em 2009, prevê o Banco Mundial

Tania Romero. Pequim, 10 dez (EFE).- Os países do Leste da Ásia resistirão ao impacto da atual crise econômica por estarem melhor preparados do que em 1997, embora não possam evitá-la, segundo o relatório semestral do Banco Mundial (BM) para a região, estimando que as economias asiáticas, sem incluir Japão, crescerão 5,3% em 2009.

EFE |

O relatório prevê que as economias do Extremo Oriente a exceção do Japão, crescerão em 2009 abaixo dos 7% previstos pelo BM para 2008 e dos 9% que cresceram em 2007, mas muito longe de entrar em recessão, como ocorreu com Estados Unidos, Japão e os países da zona do euro.

As economias da região estão "substancialmente melhor preparadas", assinalou por videoconferência de Tóquio Ivailo Izvorski, co-autor do relatório, "já que têm menos dívida externa e estão mais bem integradas na economia global" do que durante a crise asiática de 1997, embora o entorno atual seja pior do que então.

O BM também prevê que as economias emergentes asiáticas crescerão 6,7% em 2009, abaixo dos 8,5% previstos para 2008 e dos 10,5% de 2007.

Embora também ressalte que sua desaceleração será menor do que em outras regiões, como a América Latina e o Caribe, onde prevê crescimentos de 4,4% em 2008 e de 2,1% em 2009, contra os 5,7% de 2007.

O relatório estima que no próximo ano as exportações dos países emergentes do Leste asiático cairão ainda mais pela desaceleração da demanda nas economias desenvolvidas, e especifica que a contribuição das exportações líquidas ao crescimento será negativa na China pela primeira vez em vários anos.

Também o investimento da região será afetado pela retirada de capitais e pelas más perspectivas exportadoras, enquanto o consumo privado estará "sob pressão" pela menor renda, pelos de empregos e "pelo aumento do desejo de economizar nos maus tempos", assinala o documento.

Apesar de haver um "enorme perigo" espreitando as economias dos países em desenvolvimento da região, segundo o outro autor do relatório, o economista Vikram Nehru, "também haverá oportunidades se tomarem as medidas apropriadas" ao se finalizar a atual crise.

Os países em desenvolvimento do Extremo Oriente estarão melhor posicionados para enfrentar a crise mundial se forem capazes de manter a estabilidade macroeconômica e dirigir suas exportações para as regiões com maior crescimento, segundo o documento, agora que caírem as demanda externas dos Estados Unidos e a União Européia.

Além disso, deverão substituir a demanda externa pela interna e continuar, apesar de seu menor crescimento, com as reformas estruturais que reforcem sua competitividade.

A crise econômica mundial também afetará, na opinião do BM, as perspectivas de redução da pobreza na região já que, embora esta continue diminuindo, cerca de 5,6 milhões de pessoas que já poderiam ter superado a linha de pobreza em 2009 seguirão pobres no próximo ano.

A respeito da situação da China, o economista Louis Kuijs assinalou em entrevista coletiva em Pequim que o país "deve continuar se comportando melhor do que a maioria dos outros países da região", apesar de o BM ter rebaixado no final de novembro a previsão de seu crescimento em 2009 para 7,5% , ao invés dos 9,2% estimados em junho.

O economista Ardo Hansson destacou, por sua parte, as necessidades de estimular o consumo interno e de diminuir o preço das importações como algumas das prioridades que deve ter agora o Governo chinês, depois do pacote de estímulo econômico que lançou em novembro, no valor de US$ 586 bilhões.

Kuijs disse esperar que os efeitos dessa injeção de dinheiro se sintam na economia chinesa na segunda metade de 2009. EFE trr/jp

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