Três meses depois de informar os investidores que buscaria no mercado um novo presidente executivo, a seguradora SulAmérica anunciou que o cargo será ocupado pelo administrador de empresas Thomaz Cabral de Menezes. Nos últimos seis anos, ele presidiu a corretora de seguros Marsh na América Latina e no Caribe - a Marsh é uma das maiores corretoras do mundo.

Três meses depois de informar os investidores que buscaria no mercado um novo presidente executivo, a seguradora SulAmérica anunciou que o cargo será ocupado pelo administrador de empresas Thomaz Cabral de Menezes. Nos últimos seis anos, ele presidiu a corretora de seguros Marsh na América Latina e no Caribe - a Marsh é uma das maiores corretoras do mundo. Patrick de Larragoiti Lucas, que ocupava a presidência executiva da SulAmérica, passará a comandar o conselho de administração. Maior seguradora independente do País (ou seja, que não está vinculada a nenhuma instituição financeira), a SulAmérica vem enfrentando pressões em diversas frentes. No ano passado, por exemplo, a companhia perdeu para a espanhola Mapfre uma concorrência para ser a principal parceria do Banco do Brasil (BB) no segmento. Também no ano passado, sua parceira internacional ING anunciou a intenção de se desfazer ou desmembrar a área de seguros para poder se concentrar na atividade bancária. Desvantagem. De acordo com analistas, a própria atuação independente, neste momento, acaba sendo uma desvantagem da SulAmérica em relação aos concorrentes, que têm ampla rede de distribuição de produtos, caso dos grandes bancos de varejo. Uma das missões de Menezes será justamente a de dar andamento às negociações já abertas pela SulAmérica no mercado. "Estamos analisando novas oportunidades, tanto do ponto de vista de M&A (fusão e aquisição, na sigla em inglês) quanto de acordo comerciais", afirmou ao Estado Larragoiti Lucas. O analista da Austin Rating Luís Miguel Santacreu avalia que este deve mesmo ser o caminho da Sul América. "Eles vão ter de achar um parceiro", disse. "A questão é saber se, em um ambiente em que o regulador vai exigir mais capital das seguradoras, a SulAmérica estará disposta a acompanhar o aumento ou perder o controle." Larragoiti também observou que, até o momento, a ING não demonstrou qualquer intenção de deixar o Brasil. "Ao contrário, eles estão muito contentes com a operação brasileira", disse o executivo. "A ING está extremamente ativa e nos apoiando." Membro da família que fundou a SulAmérica há 114 anos atrás, Larragoiti avalia que uma das principais vantagens de Menezes é a experiência com corretores, o maior canal de vendas dos produtos da seguradora - hoje, são 28 mil parceiros.
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