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Exportadores brasileiros temem plano

A aprovação pelo Senado dos Estados Unidos de uma versão atenuada da cláusula buy American, incluída no pacote de estímulo econômico do presidente Barack Obama, foi recebida com reservas pelo setor exportador brasileiro. Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro, a aprovação de uma emenda para que a cláusula não viole os acordos comerciais internacionais poderá transformá-la numa barreira não tarifária invisível.

Agência Estado |

Segundo ele, a versão final da cláusula deixou em aberto a possibilidade de que somente aço, ferro e produtos industrializados nos EUA sejam empregados nas obras públicas que forem realizadas graças ao pacote de estímulo econômico de quase US$ 900 bilhões que ainda tramita no Senado. "É claro que eles vão buscar uma forma de fazer isso sem ferir as normas da OMC (Organização Mundial de Comércio)", disse Castro.O executivo ressaltou que os EUA, cujo déficit comercial (diferença entre exportações e importações) é de US$ 700 bilhões, enfrenta o desafio de criar quatro milhões de empregos. "Ninguém gera tantos empregos sem bloquear alguma coisa, só com o mercado interno."

Para Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington, a medida é um retrocesso na luta pela liberalização do comércio internacional, mas não uma surpresa. Ele argumentou que a crise na economia americana é seriíssima e a tendência é proteger o emprego na indústria local. " Acho que isso pode ser o começo de uma situação de protecionismo que se espalhará rapidamente pelo mundo afora, enquanto a crise continuar a se agravar".

Já o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ricardo Martins, acha que a decisão deu um novo alento à luta contra o protecionismo. "É emblemático o fato de o governo democrático americano, que é extremamente protecionista, ter feito um trabalho mostrando que poderá ser menos protecionista do que o esperado". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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