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Exportadoras de bovinos pedem ao governo adicional na cota Hilton

São Paulo, 12 - As indústrias exportadoras de carne bovina protocolaram ontem no Ministério das Relações Exteriores um pedido para que o governo brasileiro negocie um adicional de 8 mil toneladas de carne nacional dentro da cota Hilton, atualmente em 5 mil toneladas. Com isso, o Brasil teria o direito de exportar 13 mil toneladas de carne bovina para o bloco pagando uma tarifa de apenas 20%.

Agência Estado |

O volume que excede essa cota paga uma taxa de 12,5% e mais 3.041 euros por tonelada.

A ampliação da cota brasileira seria uma forma para que a União Europeia compense as importações que deixaram de ser feitas com a entrada da Romênia e da Bulgária no bloco. "É possível que essa cota nem seja atingida de imediato, mas estamos olhando três anos a frente, quando o mercado já estiver normal. Lá na frente essa cota será cumprida sem grandes problemas", afirma o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Otávio Cançado.

Pela proposta entregue ao Itamaraty, as indústrias aceitariam a ampliação da cota em duas partes de 4 mil toneladas. A primeira entraria no ano-cota 2009/10, elevando para 9 mil toneladas a fatia brasileira e as 4 mil adicionais viriam no período 2010/11, o que consolidaria o Brasil com um volume de 13 mil toneladas de cota Hilton. Apesar de elevar em 2,6 vezes o que o País já exporta, o volume ainda é pequeno. A Argentina, que tem um rebanho e um volume de exportação menor que o Brasil tem uma cota de 28 mil toneladas.

Em relação à cota referente ao período 2008/09, que o Ministério das Relações Exteriores estava com problemas para distribuir os volumes entre os frigoríficos exportadores, Cançado disse que o impasse foi superado. A divisão das 5 mil toneladas a que o Brasil tem direito deveria ter sido feita em julho do ano passado, mas ocorreu apenas em fevereiro. "Se tivermos a flexibilização da União Europeia que foi prometida e a demanda se mantiver, em três meses conseguimos cumprir essa cota", afirma Cançado.

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