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Exportações recordes de commodities turbinam saldo comercial em julho

BRASÍLIA - Exportações recordes de commodities (básicos) para o mês em US$ 8,319 bilhões contribuíram para melhoria da balança comercial em julho, que registrou superávit de US$ 3,304 bilhões, o segundo melhor do ano depois dos US$ 4,07 bilhões em maio. Tanto importações quanto exportações globais bateram recorde no mês, registrando-se melhoria na taxa de crescimento das vendas ao exterior no acumulado dos primeiros sete meses do ano.

Valor Online |

Segundo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, até o primeiro semestre as exportações cresciam em 24,8% sobre o mesmo período do ano passado, ritmo que subiu a 27,2% entre janeiro e julho. Ele disse esperar que esse maior impulso seja uma tendência para o resto do ano, o que poderia melhorar o déficit na contra de transações correntes do país.

Mas o próprio secretário do Ministério do Desenvolvimento destacou que as importações mantêm maior aceleração que as vendas, e que o dinamismo econômico, conjugado com a taxa baixa do câmbio, pode impulsionar ainda mais a aquisição de bens do exterior.

Dados divulgados hoje mostram que as importações aceleraram o ritmo de crescimento. Nos primeiros sete meses do ano as compras aumentaram 52,1% sobre período igual de 2007, variação superior aos 51,9% que apresentaram no primeiro semestre.

O saldo comercial até julho ficou em US$ 14,653 bilhões, com queda de 38,7% em relação à cifra de US$ 23,92 bilhões registrada no mesmo período de 2007. As vendas somaram US$ 111,98 bilhões e as compras US$ 96,445 bilhões.

Em julho, as exportações ficaram em US$ 20,453 bilhões, alta de 38,6% pela média diária sobre julho do ano passado. E as importações foram de US$ 17,149 bilhões, crescimento de 52,2% na mesma comparação. Ambos os resultados foram recordes para o mês.

O aumento de demanda e de preços de produtos agrícolas influenciou a alta de 63,2% nas exportações de produtos básicos sobre igual mês anterior, destacando-se o desempenho de soja, farelo de soja, petróleo em bruto e carne suína.

As vendas de manufaturados, com volume de US$ 8,653 bilhões (+16,9% sobre julho de 2007), e de semimanufaturados, com valor total de US$ 2,967 bilhões (+49,1%) foram as maiores para qualquer mês. Álcool etílico e motores e geradores foram destaque no primeiro grupo, enquanto aço e ferro-ligas subiram mais de 100% no segundo grupo, sempre em relação a julho do ano passado.

Barral destacou que a expansão dos manufaturados é algo bom, porque há uma situação de recessão em outros países. Comentou ainda que o Brasil tem uma safra recorde de grãos no ano e deve ganhar ainda com a subida de preços do petróleo e do aço. Julho foi melhor e as exportações estão sendo reequilibradas, afirmou.

A China continua a ser um dos maiores compradores de produtos brasileiros, não só de commodities como também de aviões e couro, segundo dados do ministério.

Já nas importações, as maiores altas no mês sobre julho anterior foram de combustíveis e lubrificantes, bens de capital, bens de consumo e matérias-primas e intermediários, grande parcela também procedente da China.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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