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São Paulo, 09 - Com um crescimento de 70% na receita com as exportações, a China saiu da terceira para a primeira posição no ranking dos mercados compradores de produtos do agronegócio brasileiro. O país importou em 2008 US$ 7,930 bilhões, ante US$ 4,673 bilhões do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo o ministério, o mercado chinês absorveu 11% das exportações brasileiras no ano passado, seguido pelos Países Baixos (com 9%) e os Estados Unidos (com 8,7%). No caso da soja, 77,6% das exportações brasileiras foram para a China. Outro país que apresentou crescimento expressivo foi a Venezuela. As exportações para o mercado venezuelano cresceram 112%, elevando o país da 15ª posição do ranking para 9ª no ano passado.

A União Europeia (UE) absorveu 33% das exportações brasileiras do agronegócio, mantendo a liderança do ano anterior, seguida pela Ásia (com 23,5%) e pelos países do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), que inclui Estados Unidos, Canadá e México, segundo o Mapa.

As vendas externas brasileiras ainda apresentaram índices positivos de crescimento para praticamente todos os blocos econômicos de destino das exportações, com exceção dos países do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). As exportações para a UE aumentaram 13,8%; para o Mercosul, 21%; Oriente Médio, 8,5%; Europa Oriental, 28%; e África, 27%. Mas os maiores crescimentos foram registrados com os países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), com 63%, e Ásia, com 49%.

Importações

O Brasil aumentou em 35,6% as importações do agronegócio em 2008, na comparação com ano anterior, totalizando US$ 11,8 bilhões. Esta é a primeira vez que as importações de produtos agrícolas ultrapassam a barreira do US$ 10 bilhões, segundo as informações compiladas pelo Ministério da Agricultura.

O produto com maior valor importado foi o trigo, com US$ 1,9 bilhão, valor 34,6% superior ao número de 2007. Esse resultado foi consequência do preço elevado (48%) do trigo no mercado internacional, já que a quantidade importada foi 9% inferior. As importações de arroz (38%) e milho (30%) também apresentaram redução do volume importado.

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