Buenos Aires, 24 - As exportações de carne bovina da Argentina caíram 17% no primeiro semestre do ano na comparação com igual período de 2007. Segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), o país embarcou 162,64 mil toneladas de carne in natura e processada no período.

Apesar dos volumes mais modestos, a receita cresceu 11%, a US$ 653 milhões.

As exportações de carne in natura somaram 86,75 mil toneladas e tiveram Rússia e Chile como principais destinos. Já os embarques da Cota Hilton para a União Européia, de maior valor agregado, atingiram 12,27 mil toneladas e US$ 181 milhões de receitas.

"Os embarques de carne bovina estão praticamente congelados porque governo está retendo as permissões de exportação", afirmou recentemente o Consórcio de Exportadores de Carnes da Argentina (ABC). Um porta-voz da entidade confirmou que as barreiras continuam vigorando, apesar do fim do conflito entre governos e produtores por causa das taxas móveis sobre as exportações de grãos.

Os exportadores argentinos embarcaram menos de um terço da cota de 45 mil toneladas em junho e também não conseguiram despachar as 1,49 mil toneladas da Cota Hilton. "A situação está piorando a cada dia. O país está perdendo mercados tradicionais", afirmou a ABC.

Para aumentar a oferta doméstica e controlar os preços no mercado interno, o governo estabeleceu uma série de procedimentos burocráticos para reduzir as exportações.

Em maio, o governo anunciou que exigiria dos exportadores um aumento da oferta e das vendas no mercado doméstico a fim de autorizar os embarques para o exterior. Agora, os criadores poderão exportar apenas o equivalente a 25% de sua capacidade de produção, destinando o restante para o mercado doméstico. Se o pecuarista não produzir no limite de sua capacidade, a cota de exportação também é reduzida. As informações são da Dow Jones.

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