Por Zhou Xin e Simon Rabinovitch

PEQUIM, 10 de junho (Reuters) - As exportações da China dispararam em maio, tranquilizando investidores sobre a força da economia, mas pressionando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a aplacar críticos que dizem que Pequim está mantendo o iuan injustamente subvalorizado.

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Exportações chinesas avançam 48,5% em maio sobre 2009

Por Zhou Xin e Simon Rabinovitch

PEQUIM, 10 de junho (Reuters) - As exportações da China dispararam em maio, tranquilizando investidores sobre a força da economia, mas pressionando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a aplacar críticos que dizem que Pequim está mantendo o iuan injustamente subvalorizado.

Reuters |

Por Zhou Xin e Simon Rabinovitch

PEQUIM, 10 de junho (Reuters) - As exportações da China dispararam em maio, tranquilizando investidores sobre a força da economia, mas pressionando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a aplacar críticos que dizem que Pequim está mantendo o iuan injustamente subvalorizado.

As importações também cresceram com força, evidência do vigor da terceira maior economia do mundo, apesar de medidas do governo para esfriar o aquecido mercado imobiliário.

Alguns economistas dizem que o aumento das exportações terá vida curta por causa dos problemas de dívida na Europa, o maior mercado das exportações da China, enquanto muitos acreditam que reanimará o debate sobre o momento para o governo permitir a apreciação do iuan.

"Eu apoiarei aqueles que pedem por mudança na política monetária, à medida que isso reduz a incerteza de curto prazo sobre as exportações", disse Wensheng Peng, economista do Barclays Capital em Hong Kong.

Os números não foram uma surpresa após fontes dizerem à Reuters um dia antes que as exportações tinham crescido cerca de 50 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. As notícias impulsionaram os mercados financeiros do mundo todo, com os investidores aliviados de que a demanda global está se sustentando melhor do que o esperado.

No entanto, Peng disse que o debate em Pequim é mais sobre a introdução de uma flexibilidade maior à moeda do que elevar seu valor. Assim, qualquer alta seria moderada e gradual.

O total de exportações da China subiu 48,5 por cento em maio comparado ao mesmo mês do ano passado, e as importações avançaram 48,3 por cento, informou o governo nesta quinta-feira, dando à China um superávit comercial de 19,5 bilhões de dólares, ante o superávit de apenas 1,7 bilhão de dólares em abril. Comparado a abril, as exportações cresceram 9,9 por cento.

A mediana das previsões de 32 economistas ouvidos pela Reuters era de um aumento de 32 por cento nas exportações e de 45 por cento nas importações, com um superávit comercial de 8,8 bilhões de dólares.

Pelo menos por enquanto, as exportações chinesas à Europa não sofreram impacto da crise de dívida do continente. As exportações à União Europeia dispararam 49,7 por cento em termos anuais, de 28,5 por cento em abril.

ESQUEÇA A RECAÍDA

"Os números sobre a exportações foram muito mais fortes que os mercados tinham esperado e podem acalmar os temores sobre uma recaída na recessão", disse Xie Xuecheng, economista-sênior da Southwest Securities em Pequim.

"Porém, nós não devemos ser muito otimistas sobre o setor de exportação nos próximos meses, porque a crise na Europa não terminou e as pressões de custo sobre os exportadores continuam altas", acrescentou.

O valor dos salários está subindo no sul da China, centro de exportação, ampliado por uma série de greves que pressionavam por pagamentos mais altos e uma oferta da fabricante de eletrônicos Foxconn para quase dobrar os salários de alguns trabalhadores após uma onda de suicídios.

Os números também mostraram forte pressão nos preços de imóveis, que subiram 12,4 por cento no ano até maio, perto do aumento recorde de 12,8 por cento no ano até abril.

Apesar do crescimento econômico de dois dígitos, o controle de Pequim à especulação imobiliária e as preocupações sobre elevação de capital por bancos fizeram com que o mercado de ações de Xangai tivesse um dos piores desempenhos neste ano, caindo mais de 20 por cento.

(Reportagem adicional de Michael Wei)

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