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Buenos Aires, 20 - A Bolsa de Comércio de Rosario emitiu relatório no qual indica que, em 2009, a Argentina - o quinto exportador mundial de trigo - terá de reduzir suas exportações de trigo à metade. Segundo a Bolsa de Rosario, um dos principais centros de produção agrícola do país e o maior porto de escoamento de cereais e oleaginosas da Argentina, o motivo dessa queda é que a produção de trigo argentina despencaria um terço no ano que vem, diminuindo dos 16,3 milhões de toneladas da colheita 2007/08 para 11 milhões em 2008/09.

Dessa forma, o saldo exportável cairia para 5 milhões. O Brasil seria o maior prejudicado pela redução das vendas argentinas do cereal.

A queda da produção está sendo provocada pela feroz seca que assola várias regiões do país, as intervenções constantes do governo da presidente Cristina Kirchner na agricultura e a falta de interesse dos produtores de continuar no setor do trigo. O total da área plantada cairia de 5,93 milhões de hectares para 4,6 milhões de hectares.

Desde dezembro passado, o governo da presidente Cristina Kirchner impôs duras restrições às exportações de trigo, fato que levou as entregas desse cereal ao mercado brasileiro à conta-gotas. O principal atingido pelas restrições argentinas foi o Brasil, cujo mercado em 2007 consumiu um total de 10,25 milhões de toneladas de trigo. Dentro desse consumo, 6,6 milhões de toneladas foram fornecidos por vários países, sendo que o principal exportador foi a Argentina, com 5,63 milhões de toneladas.

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