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Exportação de etanol vai triplicar

O Brasil deve triplicar as exportações de etanol até 2015 e se consolidar como o principal exportador mundial do combustível. Em sete anos, as vendas externas do produto devem atingir 13,1 bilhões de litros, 273% mais que o comercializado neste ano.

Agência Estado |

É um volume suficiente para atender à necessidade de importação dos Estados Unidos, projetada para o período em 12,1 bilhões de litros.

A previsão faz parte de um estudo da RC Consultores, encomendado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo, para prever o impacto dos biocombustíveis na economia brasileira nos próximos anos. "Caberá ao Brasil a posição de principal exportador do etanol. Não há outro país com o potencial de abastecer, na próxima década, os mercados interno e externo simultaneamente", afirma Fábio Silveira, responsável pelo estudo.

O carro-chefe das vendas do etanol brasileiro continuará sendo o mercado interno até 2011, aponta. A partir desse período, as importações americanas devem ganhar um grande impulso, saindo de uma previsão de 1 bilhão de litros em 2010 para 4,4 bilhões de litros em 2011.

O salto no volume de importações de etanol por parte dos EUA decorre do aumento de 5% para 10% da mistura de álcool na gasolina, previsto para 2015. Mesmo os EUA expandido a produção dos atuais 32,8 bilhões de litros para 56 bilhões de litros em 2015, o volume será insuficiente para atender ao consumo do mercado americano. "A solução será importar do Brasil", afirma o economista.

No ano passado, os EUA importaram 1,8 bilhão de litros de etanol de cana-de-açúcar do Brasil. Desse total, 946 milhões de litros foram destinados ao mercado americano via América Central e Caribe, com isenção da tarifa de importação de US$ 0,54 por galão de etanol.

Investimentos

O setor sucroalcooleiro deverá receber investimentos de R$ 25 bilhões até 2015, mostra o estudo, com base nos aportes de capital anunciados recentemente. De acordo com a Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar, esse montante pode chegar a R$ 53 bilhões no período.

Os investimentos vão financiar a expansão da produção brasileira de etanol, que deverá passar dos atuais 22,3 bilhões para 52 bilhões de litros em 2015. O consumo interno, de 14,3 bilhões de litros em 2007, poderá chegar a 32,1 bilhões de litros.

Para Silveira, o aumento da demanda interna será puxado pela ampliação da frota de veículos bicombustíveis. "Hoje há 5 milhões de carros flex em circulação; em 2015 serão 18 milhões", prevê.

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