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Exportação de carne bovina cresceu 33,8% em outubro, divulga Abiec

São Paulo, 11 - As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 33,8% em outubro para US$ 549,5 milhões na comparação com o mesmo mês de 2007, informou hoje a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O volume embarcado no período, no entanto, recuou 7,2% para 124,5 mil toneladas na comparação com outubro de 2007.

Agência Estado |

No acumulado de janeiro a outubro, a receita com as exportações de carne bovina avançou 26,1% para US$ 4,6 bilhões. Já o volume exportado teve queda de 12,5% para 1,21 milhão de toneladas.

O presidente da Abiec, Roberto Gianetti da Fonseca, avaliou que o número de fazendas habilitadas a abater seus animais para atender o mercado d carne bovina da União Européia deverá encerrar 2008 com 700 unidades cadastradas. Para Gianetti, a demanda européia pela carne brasileira está aumentando. "Podemos até triplicar o número de propriedades cadastradas porque a Europa está procurando nossa carne e se mostrando disposta a ser ágil nas habilitações", disse.

A recuperação do mercado europeu é a maior aposta da Abiec para 2009. Segundo Gianetti, o Brasil deixou de exportar em 2008 cerca de 280 mil toneladas de carne para o bloco e a idéia é recuperar pelo menos parte desse volume. "Como a Europa paga muito bem, não seria impossível ampliar nossas vendas em US$ 1,5 bilhão no próximo ano", afirma. Entre janeiro e outubro do ano passado, o Brasil exportou para a União Européia 359 mil toneladas, volume que recuou para 80 mil toneladas no mesmo período deste ano.

Além da Europa, outro mercado que deverá voltar a receber o produto brasileiro é o Chile. A meta, segundo Gianetti, é embarcar para o país vizinho pelo menos 50 mil toneladas em 2009. Aquele mercado, no entanto, já importou mais de 100 mil toneladas de carne bovina do Brasil, antes de suspender as compras por problemas sanitários. "Vamos continuar batendo na abertura do mercado de carne in natura dos Estados Unidos e negociando a abertura de mercados na Ásia", disse Gianetti.

China

Entre os mercados asiáticos em destaque está a China. O país já habilitou cinco frigoríficos brasileiros para exportar diretamente ao mercado chinês, mas não emite as guias de importação, que permitiriam o Brasil a exportar para aquele mercado, sem passar por Hong Kong. "No final do mês temos uma delegação do Ministério da Agricultura e do setor privado que irá para a China cobrar agilidade nas liberações das guias e também na autorização mais plantas", disse o diretor-executivo da Abiec, Luiz Carlos de Oliveira.

Ainda na Ásia outra aposta do setor exportador é com a Coréia do Sul. As negociações para abertura daquele mercado estavam adiantadas, mas foram interrompidas esse ano. "Acredito que em 2009 poderemos iniciar as vendas de carne industrializada, pelo menos", disse Gianetti.

ACCs

O custo das operações de Adiantamentos de Contratos de Câmbio (ACCs) para os frigoríficos triplicaram durante o mês de outubro, período de agravamento da crise financeira internacional. As taxas que eram de 5% ao ano subiram para patamares que variam de 10% a 15%, dependendo do tamanho da indústria e do grau de exposição que as empresas possuem no mercado financeiro. "Os negócios de algumas empresas com derivativos paralisaram as linhas de crédito nos bancos. O setor de carnes, no entanto, foi rápido ao comunicar que não tinha exposição nesse mercado e deram sinais que comprovaram isso", disse Gianetti.

Além das taxas de juros maiores, os frigoríficos também estão sendo obrigados a fazer captações com prazos muito abaixo dos verificados. As linhas de crédito que tinham prazo de pagamento de até um ano (360 dias) foram reduzidas para 90 dias, mas chegam a 60 em alguns casos.

Segundo o executivo, com as medidas anunciadas pelo governo e os leilões de dólar, o mercado está começando a oferecer novamente as linhas, mas com taxas maiores. Os bancos menores que perderam as linhas junto ao mercado externo, estão dando lugar aos bancos maiores, que tiveram acesso aos leilões do Banco Central. "Os recursos estão voltando, depois do estresse vivido pelo setor exportador em outubro", disse Gianetti.

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