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Exportação da China cresce 46%

As exportações chinesas tiveram em fevereiro a mais rápida expansão dos últimos três anos, num forte indício de recuperação da economia global. A China é, desde fevereiro, o maior exportador do mundo e seus embarques são um bom termômetro da atividade produtiva em outros países, especialmente em seus principais mercados, Estados Unidos, Europa e Ásia.

Agência Estado |

Os dados do comércio exterior divulgados ontem apontam ainda para a consolidação do crescimento chinês, com o aumento de 45% das importações, que somaram US$ 86,91 bilhões. O porcentual é inferior ao espetacular aumento de 85,5% de janeiro, mas está dentro das previsões dos analistas.

A alta das exportações foi de 46%, mais que o dobro dos 21% registrados no mês anterior, o que elevou o valor dos embarques para US$ 94,52 bilhões.

"As estatísticas do comércio mostram uma contínua e forte recuperação da China e do mundo", escreveu o economista-chefe do Standard Chartered na China, Stephen Green. Segundo ele, os maiores índices de crescimento ocorreram nos embarques para a Ásia (exceto Japão), América Latina, África e Oriente Médio, o que reflete a reação dos países emergentes. A continuidade de sua recuperação em 2010 terá impacto positivo nas exportações da China, ressaltou o economista.

Wang Tao, economista-chefe do UBS na China, observou que as exportações para Estados Unidos, União Europeia e Japão responderam por metade da expansão de fevereiro e começam a se aproximar do ritmo de crescimento dos embarques para os países emergentes.

Sua expectativa é de que as exportações chinesas cresçam entre 25% e 40% nos próximos meses, desacelerem no segundo semestre e fechem o ano com alta de 15% a 20%. Em sua avaliação, as exportações líquidas deverão contribuir para 0,5% do crescimento do PIB em 2010, que a maioria dos analistas estima entre 9% e 10%.

Em fevereiro, a China diminuiu o ritmo de importação de minério de ferro, principal item da pauta de exportação do Brasil para o país. Ainda assim, as compras cresceram 6%, para 49 milhões de toneladas, o que poderá dar munição às mineradoras nas negociações de preços do produto com os chineses. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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