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As exportações de produtos agrícolas vão render US$ 74 bilhões em 2008, valor 26,71% superior ao obtido no ano passado, quando os embarques do agronegócio renderam US$ 58,4 bilhões. A previsão foi divulgada nesta quinta-feira pelo secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, do Ministério da Agricultura.

Ele contou que o recuo dos preços dos produtos agrícolas no mercado internacional não vai afetar a estimativa, pois as quedas já foram consideradas nos cálculos. Além do preço, a projeção foi feita com base nas exportações no acumulado dos sete primeiros meses do ano, quando os embarques renderam US$ 41,713 bilhões.

Ele estimou que o Brasil gastará US$ 12 bilhões com as importações de produtos agrícolas em 2008, gastos que totalizaram US$ 6,759 bilhões no acumulado do ano até julho. Para o ano, o saldo comercial é previsto em US$ 62 bilhões, contra US$ 49,8 bilhões em 2007.

O secretário concedeu entrevista coletiva à imprensa para divulgar um estudo feito pelo Ministério da Agricultura sobre o intercâmbio comercial do agronegócio, com dados sobre os principais mercados de destino. A edição divulgada hoje é a terceira.

A China é o principal comprador de produtos agrícolas do Brasil. Numa análise das vendas de todos os setores para a China, o secretário lembrou que o déficit global do Brasil com o país foi de US$ 1,8 bilhão no acumulado dos sete primeiros meses do ano. "O déficit seria maior se os preços das commodities (matérias-primas) não estivessem tão altos", afirmou.

Ao divulgar o estudo, Porto disse que não acredita numa queda acentuada nos preços dos alimentos, como aconteceu em momentos anteriores, quando o aumento dos preços representava incremento de produção e, como conseqüência, uma onde de recuo de preços. "Nas outras vezes, não houve o aumento dos preços dos insumos agrícolas como se verifica agora", afirmou.

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