São Paulo, 12 - O Brasil exportou 50,11 mil toneladas de carne suína em março, volume praticamente estável em comparação ao mesmo mês de 2009, quando os embarques somaram 51,0 mil toneladas. O preço médio da carne exportada, porém, subiu 16,8% no mesmo intervalo, atingindo US$ 2.

São Paulo, 12 - O Brasil exportou 50,11 mil toneladas de carne suína em março, volume praticamente estável em comparação ao mesmo mês de 2009, quando os embarques somaram 51,0 mil toneladas. O preço médio da carne exportada, porém, subiu 16,8% no mesmo intervalo, atingindo US$ 2.385 por tonelada no mês passado, possibilitando um aumento de 15% na receita obtida com as vendas externas. Em março deste ano, as exportações de carne suína foram equivalentes a US$ 119,5 milhões, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). No acumulado do ano, o volume exportado ainda é inferior ao apurado no primeiro trimestre de 2009, mas a recuperação dos preços possibilitou um crescimento na receita dos exportadores de suínos. De janeiro a março, segundo a Abipecs, foram embarcadas 125,46 mil toneladas de suínos, uma queda de 6,9%. O preço médio, no entanto, subiu 15,5%, passando de US$ 2.027 por tonelada no primeiro trimestre de 2009 para US$ 2.341 por tonelada nos três primeiros meses de 2010. A receita obtida com os embarques apresenta alta de 7,5% no ano, somando US$ 293,77 milhões. Entre janeiro e março, a Rússia manteve a posição de principal destino da carne suína brasileira, recebendo 54,37 mil toneladas no período, o equivalente a 43% do total exportado pelo País. Hong Kong aparece na segunda posição entre os principais destinos dos suínos brasileiros, com uma participação de 20%, seguido por Ucrânia (8%), Argentina (7%), Cingapura (6%) e Angola (5%). O presidente da Abipecs, Pedro de Camargo Neto, encara os dados divulgados hoje com otimismo. "Permanece certo otimismo com o desempenho de 2010; o volume exportado até agora está próximo ao do mesmo período de 2009. A receita, porém, é significativamente superior", disse Camargo Neto em nota. Ele lembra que os preços do suíno vivo e da carne suína também tem acompanhado o movimento de alta das cotações no mercado interno, beneficiando o produtor.
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