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Uma explosão, às 10h30 de ontem, na Unidade de Tratamento de Óleo de Furado, da Petrobrás, matou quatro operários, em São Miguel dos Campos, município a 70 quilômetros da capital alagoana (Maceió). A empresa não tinha identificado as vítimas, que ficaram carbonizadas, até o fim da noite.

A explosão destruiu também um carro e um caminhão-tanque de gás natural. A Petrobrás ainda vai fazer o levantamento dos funcionários que estavam trabalhando no local, na hora do acidente. Segundo o Corpo de Bombeiros, o que pode ter causado a explosão foi a pressão e a temperatura do gás durante um vazamento.

Cerca de 200 pessoas estavam em Furado quando houve a explosão. Funcionários foram retirados do local e a área acabou isolada num raio de 1 quilômetro. Pessoas passaram mal, chegando a desmaiar com o cheiro forte de gás e a fumaça. Os feridos foram levados para o hospital local. Equipes dos bombeiros, Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Alagoas, Defesa Civil Estadual e engenheiros da Petrobrás estiveram na unidade para avaliar os estragos. Caminhões-pipa de usinas de açúcar também foram acionados para controlar as chamas.

O presidente do IMA de Alagoas, Adriano Augusto de Araújo, disse que a explosão foi de grande proporção, mas não causou maiores danos à natureza. Segundo ele, técnicos constataram que houve drenagem do material vazado. Por isso, não havia risco de poluir um rio que fica próximo. A Brigada de Pânico e Contingência da Petrobrás controlou o fogo, com apoio dos bombeiros. Ao todo, seis viaturas e 20 bombeiros participaram do combate ao incêndio e do resfriamento da área.

No início da tarde, a diretoria da Petrobrás emitiu nota informando sobre a explosão. Segundo a empresa, o acidente foi provocado por uma explosão na tubulação de gás natural. O abastecimento de gás da região não foi afetado, pois está sendo compensado por outras fontes. A estação processa, normalmente, 2.300 barris de petróleo e 1 milhão de metros cúbicos de gás por dia.

A Petrobrás já instaurou sindicância e notificou oficialmente os órgãos competentes pelo controle do meio ambiente em Alagoas. O gerente da unidade da Petrobrás no Estado, Eugênio Darze, disse que a empresa vai fazer um levantamento para averiguar as causas do acidente e divulgar os nomes dos funcionários mortos - uma perícia do Instituto Médico-Legal do Estado (IML-AL), hoje, deve colaborar na definição das vítimas. Segundo ele, os operários trabalhavam na manutenção de uma das tubulações de gás natural, quando ocorreu a explosão.

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