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Na mãe de 25 de março, nascem 70% das quinquilharias vendidas no mundo

Se vale à pena pagar R$ 2.500 numa passagem e viajar 24 horas para fazer negócio no outro lado do mundo? Compare os preços

Olivia Alonso, enviada especial à China | 30/06/2011 05:43

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É como se fossem seis estádios do Maracanã, um ao lado do outro, cheios de quinquilharias. Nos mais de 2.600 quilômetros quadrados de lojas de Yiwu, na China, são vendidos 320 mil produtos, segundo dados oficiais da província de Zhejiang. A cidade é conhecida como o maior mercado de bugigangas do mundo e, em um dia, é possível sair de lá escolher, encomendar, acompanhar a produção e ver o produto sendo despachado para qualquer lugar do mundo.

Não há estatísticas oficiais, mas os mercadores da cidade calculam que de lá saiam cerca de 70% das bugigangas do mundo. Em termos logísticos, são pelo menos 50 milhões de TEUs (containers de 28 metros cúbicos) vendidos a 125 países todos os anos.

Se vale a pena pagar R$ 2.500 numa passagem econômica e viajar 24 horas para chegar ao outro extremo do globo para fazer negócios?

Dentro dos complexos que abrigam mais de 53 mil estandes de lojas, compradores de diversos países afirmam, sem hesitar, que sim. “Sem dúvida,” diz uma compradora francesa, enquanto escolhe bijuterias. Uma das pulseiras que comprava, de acrílico com pequenos corações ou estampa de tigre, custa R$ 0,80 para quem encomendar pelo menos cinco mil unidades. Pode ser vendida a R$ 30 em Paris a unidade, o que lhe dá grande margem de lucro, mesmo depois de pagos transporte, alfândega e impostos.

No Brasil, peça similar custa R$ 9,90 na Rua 25 de março, em São Paulo, conhecida por sua concentração de lojas de utensílios para casa, bijuterias, eletrônicos, entre outras centenas de artigos de baixo custo. O valor é 50 vezes maior do que o pago por um comprador, no atacado, em Yiwu.

“Mas é preciso calcular impostos, taxas de alfândega, comissão da empresa de trading, margem de lucro do varejista e outros custos da loja”, afirma Ralph Deng, presidente da East Star, uma das companhias que assessoram brasileiros que compram de fabricantes chineses.

Para mostrar a diferença de preços na 25 de Março e em sua “mãe” chinesa, Yiwu, o iG selecionou 20 produtos.  Veja no infográfico abaixo quanto cada um deles custa na China, para a compra de 5 mil unidades.

A comparação pode dar uma ideia do preço pago pelo importador que vai até a China e do valor que ele vende ao consumidor final. Mas é preciso lembrar que ele paga impostos e diversos outros custos de importação para trazer os itens ao Brasil, além disso, também precisa arcar com as despesas de sua loja.

 

Desde o dia 27, o iG está publicando uma série de reportagens sobre como a China está se preparando para se tornar a maior economia do mundo. O portal revelou que o homem mais rico da China, que leva a vida sem nenhum glamour e trabalha doze horas por dia, seis dias na semana, tem planos de investir no Brasil. Também mostrou como é a Alibaba, a empresa na qual os jovens do país desejam trabalhar. Acompanhe, nos próximos dias, tudo sobre o Expedições iG - China.

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30 Comentários |

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  • Lucy Rod | 15/07/2011 00:47

    Ai e que voceis se enganan 70% dos produtos vendidos nos Estados Unidos , roupas , moveis, produtos tudo o que eu compro as roupas caras e de marcas sapatos sao fabricados na CHINA!!!

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  • carioca | 11/07/2011 09:56

    A culpa é do Tiririca?

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  • Shirley | 10/07/2011 15:36

    Nenhuma mercadoria Xing Ling presta. Quebram logo\nO barato sai muito caro\nAcho que deveríamos boicotar este lixo que vem da China\nNÃO aos produtos chineses

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  • isa | 10/07/2011 10:17

    Eu não vou na 25 de março comprar essa quinquilharia...o que presta não tem na 25 de março e nem na china!!!

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  • house | 10/07/2011 08:36

    Que bom preços baixos para aproveitar, o unico problema e saber se o produto presta, pq tudo que comprei da china ate agora nao durou mais de um mes...Ai tu finda tendo que comprar duas vezes e tua economia vai pelo ralo...

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  • sergio | 09/07/2011 23:02

    é só começar...

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  • Felipe Matos | 09/07/2011 10:11

    Como entrar em contato com a East Star para futuros negocios?

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  • luiz antonio | 09/07/2011 08:59

    que tal mandar nossos politicos, presidente, ministros, fazerem um cursinho na china para aprender? ver tambemo eles fazem com os corruptos de la, qdo. superfaturam construcoes.

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  • Ygor | 08/07/2011 23:45

    Bem que vocês poderiam fazer o comparativo com objetos eletrônicos. Quem é que vai para a China comprar garrafa térmica e relógio de parede??\nGostei da iniciativa mas não foi bem convincente com as provas.

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  • eleonor galli | 07/07/2011 21:54

    Olha acho que estamos perdendo muito tempo sem fazer nada e o que fazemos e caro demais devido tambem aos impostos e a materia prima manofaturada, mao de obra cara devido a encargos e etc isto tudo faz elevar o preço final, sao politicas de estado e de governo mas nao é de uma hora pra outra que isto vai acontecer como seria o nosso pais sem a previdencia social sem sabado e domingo sem diretios sociais etc ja pensou ainda assim acho que nos estamos certos afinal nos trabalhamos e vivemos a vida pois a vida nao se resume somente ao trabalho, trabalhar é bom mas viver e com saude é melhor, afinal deus nos presenteou com um pais magnifico com um povo maravilhoso e querido parabens para nos deixem os chineses trabalhar pra gente e viva o futebol e o carnaval

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