São Paulo, 29 out (EFE).- O 25º Salão do Automóvel de São Paulo, o maior do gênero na América Latina, abrirá amanhã suas portas ao público em meio à expectativa do setor pelos efeitos da crise financeira internacional.

Entre as novidades da feira se destacam os novos modelos inspirados em clássicos dos anos 40 da britânica Land Rover, assim como os automóveis populares da chinesa Effa, com preços a partir de R$ 23 mil e o caríssimo Pagani Zonda Roadster F, de US$ 2,2 milhões.

A feira, que reunirá 170 expositores até o próximo dia 8 de novembro, espera nesta edição um recorde de 600 mil visitantes.

Nos dias prévios à abertura, o eventos recebeu vários pilotos de Fórmula 1, que termina no próximo domingo em São Paulo.

Espera-se também a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ato inaugural antes da abertura do Salão, amanhã, para o público.

Mas apesar do otimismo da indústria automotiva brasileira em termos de produção e faturamento em exportações com um dólar forte, a crise financeira internacional foi sentida nas fábricas do país e algumas multinacionais adiaram projetos de investimentos.

A sul-coreana Kia Motors anunciou, na ante-sala da feira, que seu projeto de instalação de uma fábrica em São Paulo fica adiado pela crise que limita o acesso ao crédito.

O presidente do grupo franco-japonês Renault Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, disse que "a pior da crise não veio" e ressaltou que a situação do mercado mundial automotivo em 2009 será, "no melhor dos casos, moderada".

Em uma atitude mais otimista, o colombiano Jaime Ardila, presidente da General Motors Brasil-Mercosul, considerou, às vésperas da feira, que o problema de falta de crédito no Brasil deverá ser resolvido em um prazo de dois meses.

"Este é o melhor ano da história da indústria automobilística do Brasil", assegurou o executivo, que calcula que o setor crescerá este ano 20% em termos de vendas.

A marca alemã Porsche celebrou o recorde de vendas entre janeiro e setembro no Brasil, que passou das 459 unidades desse mesmo período em 2007, para 536 carros comercializados ao longo de 2008.

EFE wgm/rr

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