RIO - O clima econômico da América Latina é o pior dos últimos 18 anos, apontou nesta quarta-feira a Sondagem Econômica da América Latina, elaboradora em parceria pelo Instituto IFO e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo as duas instituições, o Índice de Clima Econômico (ICE) da região atingiu um patamar de 2,9 pontos em janeiro deste ano, abaixo dos de 3,4 pontos apontados outubro do ano passado - resultado anterior da mesma pesquisa, que é trimestral. De acordo com as instituições, o mês passado registrou o menor nível de pontuação da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 1990.

As entidades consideram que resultados abaixo de cinco pontos nos índices indicam "clima ruim". Em comunicado, as duas entidades  informam que, na comparação com a pesquisa anterior, o levantamento de janeiro de 2009 mostrou "piora acentuada" das avaliações sobre a situação presente, além de manutenção do pessimismo em relação ao semestre seguinte.

O ICE da América Latina é construído por meio de uma combinação de dois índices que medem a situação econômica atual e as expectativas para os próximos seis meses. O Índice da Situação Atual (ISA) atingiu patamar de 3,4 pontos em janeiro, o menor desde outubro de 2002 e abaixo do apurado na pesquisa anterior, de 4,2 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE) caiu para 2,3 pontos em janeiro deste ano, em comparação com o resultado de 2,5 pontos em outubro - sendo que a pontuação de janeiro é o menor nível apurado para esse índice na série histórica do levantamento.

Na avaliação das duas instituições, a América Latina teria entrado em fase recessiva a partir de outubro do ano passado, sendo que, em janeiro de 2009, a economia da América Latina mantém-se em fase declinante, sem mostrar, ao menos nos resultados agregados para a região, perspectivas de recuperação significativa no curto prazo.

A Sondagem Econômica da América Latina serve pra o monitoramento e à antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia simultaneamente em todos os países da região. Em janeiro, foram consultados 137 especialistas em 16 países.

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