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Expectativa de redução de juros derruba DIs na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros acentuam o movimento de baixa observado no começo do pregão. Cresce a expectativa de juros menores em meio às indicações de que a desaceleração da economia brasileira pode ser mais pronunciada do que o esperado.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 opera com baixa de 0,20 ponto percentual, a 13,92%. Já o contrato para janeiro 2011 tinha queda de 0,51 ponto, a 14,19%. E janeiro 2012 apontava 14,24%, declínio de 0,59 ponto percentual.

Na ponta curta, o DI para janeiro de 2009 subia 0,02 ponto, a 13,58%. Julho de 2009 perdia 0,09 ponto, projetando 13,91%.

O economista-chefe da Corretora Liquidez, Marcelo Voss, comentou que cresce o consenso de que o Banco Central (BC) vai ter de ceder às evidências e cortar a taxa de juros. Para o economista, já há espaço para uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião da semana que vem.

" Em momento de crise o mais importante é quebrar as expectativas " , avalia Voss que afirmou que, com um afrouxamento da política monetária, o BC ajudaria a conter o ritmo de desaceleração da economia.

Um sinal claro de que a crise externa afeta o país de forma mais contundente que o esperado foi o resultado da produção industrial de outubro, que caiu 1,7% frente ao mês de setembro contra uma previsão de baixa de 0,2%.

" O resultado é surpreendentemente negativo. Outubro é um mês tradicionalmente forte e esse resultado mostra que a retração do crédito foi mais forte do que se imaginava " , avalia.

Conforme Voss, outro fator que favorece a redução dos juros é a própria inflação, que não está mostrando uma acentuada contaminação pela valorização do dólar.

Contribuindo para essa visão, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou hoje que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apontou alta de 0,39% na leitura final de novembro, ficando abaixo do 0,58% estimado.

O economista também observa que o governo pode ajudar a conter a inflação repassando a redução no preço dos combustíveis. " Temos que parar de financiar, de transferir renda para a Petrobras. "
Voss lembra que, antes do reajuste de abril no preço da gasolina e do diesel, o barril de petróleo valia R$ 192,40 e que hoje o preço caiu para próximo de R$ 116. " Daria para reduzir o preço em cerca de 20%. Isso teria impacto positivo na inflação, ajudaria as empresas e teria efeito sobre a renda. "
O especialista também lembra que, comparativamente, a taxa de juros brasileira " subiu " , pois grande parte das economias mundiais já cortou seu juro básico e novas reduções devem acontecer.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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