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Expectativa com Fed não traz alívio e NY abre em queda

As Bolsa de Nova York abriram esta quarta-feira em queda

AE |

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As Bolsa de Nova York abriram esta quarta-feira em queda. A incerteza maior do investidor agora já não é se o Federal Reserve (Fed, banco central americano) irá promover uma segunda rodada de estímulo monetário na próxima semana, mas qual deve ser o tamanho dessa ação.

Às 11h31(de Brasília), o Dow Jones cedia 0,62% aos 11.102,50 pontos, o Nasdaq perdia 0,59% para 2.482,80 pontos e o S&P 500 tinha queda de 0,68% aos 1.177,53 pontos

O estímulo deve vir por meio de afrouxamento quantitativo, por meio de mais compra de títulos da dívida americana, assim como foi feito na rodada anterior, já que os juros já estão na faixa de zero a 0,25%. De acordo com The Wall Street Journal, o mais provável é que o Fed adote um programa de compras de bilhões de dólares de títulos ao longo de vários meses, evitando compras mais agressivas de US$ 2 trilhões, como ocorreu durante a crise. O anúncio sai na próxima quarta-feira, dia 3.

A reunião do comitê de política monetária do Fed ocorre pouco antes que os líderes do G-20 possam chegar a qualquer acordo global sobre o câmbio, na cúpula de Seul, na Coreia do Sul, nos dias 11 e 12 de novembro. Se é que será possível mesmo fazer com que China, Estados Unidos e outros países concordem com um pacto sobre as moedas.

Alguns dos grandes economistas dos EUA têm se manifestado contra mais alívio quantitativo ou quantitative easing (QE), em inglês. Isso ficou especialmente claro nos dois dias da conferência The Buttonwood Gathering, promovida pela revista britânica The Economist, em Nova York.

"Qual realmente é o custo desse afrouxamento quantitativo? Acho que isso gera distorções e acaba tendo efeito nas taxas de câmbio em vários países", afirmou Raghuram Rajan, professor da Universidade de Chicago.

Para Joseph Stiglitz, da Universidade de Columbia, a economia não precisa do Fed comprando mais dívida e injetando dólares no mercado. "A única coisa que pode realmente ajudar a economia dos EUA é mais estímulo fiscal", afirmou.

Robert Shiller, da Universidade de Yale, foi mais longe. "O que precisávamos agora era de alguém como o Paul Volcker, alguém com coragem e que entenda o que é ser presidente do Fed", disse à plateia da conferência.

O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, também estava lá e voltou a criticar a política de afrouxamento monetário do Fed, que acaba enfraquecendo mais o dólar, levando o BC a usar toda sua munição para conter o real. Meirelles disse que não há mais medidas a serem adotadas de imediato, mas sinalizou que o BC continua a postos para agir se necessário.

Para ele, no entanto, o mercado já antecipou o próximo passo do BC americano. "O mercado antecipou parte ou todo, nós não sabemos, esse afrouxamento quantitativo. Se ele for adotado de verdade, teremos que checar a reação do mercado para ver quanto disso foi antecipado", afirmou.

No cenário corporativo, alguns destaques do dia são a GlaxoSmithKline, que concordou em pagar US$ 750 milhões e assumir a culpa na Justiça por deficiências nos produtos fabricados na unidade de Porto Rico.

Sobre a Apple circulam rumores de que a companhia poderia comprar a Sony.

A Google pode estar perto de fechar negócio para compra do prédio na Oitava Avenida, em Nova York, o que facilitaria os planos de expansão na cidade.

Em tempo: O Departamento do Comércio dos EUA informou esta manhã que as encomendas de bens duráveis aumentaram 3,3% em setembro, acima dos 2,5% esperados por analistas consultados pelo site MarketWatch. Foi a maior alta desde janeiro deste ano.

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