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Ex-Pão de Açúcar será o presidente da Azul

A partir de segunda-feira, a Azul Linhas Aéreas, do fundador da JetBlue, David Neeleman, será presidida por Pedro Janot, ex-diretor da rede de supermercados Pão de Açúcar. De acordo com uma fonte do setor aéreo, pesou na escolha de Janot sua experiência em atendimento de clientes e qualidade de serviços, obtida por meio de passagens em empresas como as lojas de roupas Zara e Richards, além das redes de varejo Mesbla e Lojas Americanas.

Agência Estado |

"O Janot é uma pessoa muito focada no atendimento ao cliente, em qualidade do serviço", afirma a fonte. Janot era diretor da área de não alimentos do Pão de Açúcar. Saiu da empresa em março, junto com outros 20 diretores dispensados no processo de reestruturação do Pão de Açúcar, tocado pelo executivo Claudio Galeazzi.

A Azul já havia escolhido dois vice-presidentes. Na área operacional, Miguel Dau, ex-executivo da Varig e ex-gestor judicial da Flex (como foi batizada a Varig que permanece em recuperação judicial). No setor de planejamento comercial, está o americano Trey Urbahn, que só não assumiu o cargo porque ainda aguarda o seu visto de entrada no Brasil.

"O Janot era um executivo de peso, mas a sua diretoria foi extinta em função de uma mudança de gestão no Pão de Açúcar", afirma uma pessoa próxima ao novo presidente da Azul.

Neeleman permanecerá na presidência do conselho de administração da companhia. O executivo, que tem dupla nacionalidade (brasileira e americana), pois nasceu no Brasil, está escolhendo a sede operacional da empresa, já que a administrativa permanecerá em São Paulo. Segundo fontes, ele já olhou o antigo prédio da Varig, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio.

O terminal de cargas do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão) também foi visitado, além de endereços no centro do Rio. Mas a escolha ainda não foi concluída. Minas Gerais também está no páreo para abrigar a Azul.

A estréia da Azul Linhas Aéreas está prevista para janeiro de 2009. Inicialmente, a nova companhia vai operar com três jatos da Embraer, da família 195, com capacidade para 118 passageiros. No total, Neeleman encomendou 36 aviões, num pedido estimado em US$ 1,4 bilhão.

Ajuda oficial

A Azul chega num momento favorável para a aviação regional brasileira. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou na quarta-feira que estuda medidas para estimular o setor: restringir a operação de companhias nacionais em linhas onde as regionais já atuam e a reedição da chamada suplementação tarifária, que entre os anos 80 e 90 era cobrada como uma taxa de 3% sobre cada passagem aérea doméstica. Jobim, no entanto, já afirmou que o plano é utilizar recursos do Orçamento, para não onerar o passageiro.

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