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Expansão é maior influência em saldo comercial do Brasil, diz M.Lynch

SÃO PAULO - A redução dos saldos comerciais, somada à queda no preço das commodities, elevou as preocupações quanto à sustentabilidade da balança comercial brasileira. Mas para o banco de investimentos Merrill Lynch, tais preocupações são pouco fundamentadas.

Valor Online |

Segundo o banco, elas estão baseadas em uma falsa percepção de que a economia brasileira foi bastante beneficiada pelo super-ciclo das commodities ocorrido nos últimos anos e que o país será prejudicado se esse ciclo acabar.

Para o Merrill Lynch, o ganho do Brasil com a valorização das commodities foi baixo e figura entre os menores da América Latina. Segundo o banco, a razão por trás disso reside no fato de o Brasil ser uma economia relativamente fechada o que torna o comércio internacional uma variável pouco grandiosa em termos de Produto Interno Bruto (PIB). Outro ponto é a diversificação do comércio. Portanto, em bases líquidas, o elevado preço das matérias-primas teve um impacto menor do que aquele que é acreditado.

Na avaliação do Merrill Lynch, os termos de troca do Brasil não variaram muito nos últimos anos e não são os principais responsáveis pelas oscilações nos saldos comerciais.

Para o banco, a contração nos saldos comerciais é reflexo direto do maior volume de importações, que vem ultrapassando o ritmo de crescimento das exportações. Colocado de outra forma, tais oscilações estão mais relacionadas à aceleração da demanda doméstica em um momento de menor crescimento global, disse o banco em relatório.

Segundo o Merrill Lynch, essa percepção enviesada da economia brasileira leva os investidores a se preocupar demais com risco de baixa para os principais ativos do país, como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e deixar de observar a falta de evidência entre a queda nas commodities e a economia real.

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