SÃO PAULO - O ritmo de crescimento no tráfego de passageiros em aeroportos diminuiu em junho deste ano, crescendo apenas 2% na média mundial. Os altos preços do petróleo, a pressão inflacionária, assim como as incertezas em relação à economia mundial impactaram o tráfego nesse mês, afirma o Conselho Mundial de Aeroportos (ACI, na sigla em inglês).

O tráfego internacional de passageiros aumentou 3,2% nos aeroportos, índice mais fraco que nos meses anteriores, quando esse movimento sustentou a média mundial. Segundo o ACI, os dois maiores mercados internacionais, a Europa e a região da Ásia e Pacífico, tiveram crescimento baixo ou nulo - de 2,4% e 0%, respectivamente.

O movimento internacional, porém, teve bom desempenho na África e Oriente Médio - com alta de 13%. Na América Latina e no Caribe, a expansão no tráfego de passageiros estrangeiros foi de 7%, enquanto na América do Norte, o crescimento foi de 5,4% em junho.

O tráfego doméstico, por sua vez, aumentou 1% mundialmente. Na África e na Europa, houve retração no movimento de passageiros nacionais. Segundo o ACI, o problema na África foi a falência de uma companhia aérea sul-africana. Já na Europa, o resultado foi afetado por baixa demanda nos mercados domésticos da Espanha e do Reino Unido.

O segundo semestre do ano deverá ser difícil para os aeroportos de todo o mundo. Ninguém está imune a essa tendência de desaceleração, que esperamos ser de natureza temporária, afirma o diretor de Economia do ACI, Andreas Schimm. No momento tudo se resume ao impacto dos preços do petróleo nas economias, no custo de vida e nos custos diretos de transporte. É simples assim, completou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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