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Expansão do setor de construção cairá de 10% este ano para 4% em 2009

SÃO PAULO - No melhor cenário possível traçado para 2009, a indústria nacional da construção civil espera crescer menos da metade da taxa deste ano. Conforme previsão do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon), o Produto Interno Bruto (PIB) do setor crescerá entre 3,5% e 4,5% em 2009, ante alta de 10%, no total de R$ 13,6 bilhões, estimado para este ano.

Valor Online |

Em 2007, a evolução havia sido de 7,8%.

O presidente da entidade, Sergio Watanabe, acredita que a expansão será garantida por lançamentos imobiliários que ainda serão entregues no ano que vem, pela manutenção dos investimentos do governo em infra-estrutura, e pela sustentação das condições de financiamento pela Caixa Econômica com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou da poupança (SBPE).

Parte dessa alta de até 4,5%, no entanto, já embute um carregamento de 3% a 3,5% derivado da forte expansão de 2008. Assim, ainda que o setor estagnasse em 2009 haveria uma evolução natural como continuidade da atividade deste ano.

O setor não poupa elogios aos esforços do governo em apoiar a indústria da construção civil com capital de giro neste momento de escassez de crédito para o empresariado. Ainda assim, os efeitos da desaceleração já são sentidos não só nas pesquisas de confiança, mas também nos investimentos.

Além da liberação de R$ 3 bilhões para capital de giro dedicado a construtoras, o governo também injetou outros R$ 3 bilhões, ontem, em recursos do FGTS, para aquisição de cotas de fundos imobiliários e direitos creditórios.

O diretor de economia do Sinduscon-SP, Eduardo May Zaidan, os reflexos mais claros da crise devem aparecer após o primeiro trimestre deste ano. Ainda assim, já há alguns efeitos em ação que, se não afetam os 10% de crescimento deste ano, garantem a componente de incerteza para empresários do setor.

Segundo a entidade, no mês de outubro o número de unidades imobiliárias lançadas caiu 28% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a entidade, várias incorporadoras adiaram lançamentos enquanto esperam maior clareza sobre as perspectivas para o setor.

Se tais adiamentos resultarem em cancelamentos efetivos, o quadro complica-se um pouco mais. A economista Ana Maria Castelo, consultora da FGV Projetos, lembra que o setor de construção civil trabalha com ciclos longos, de 18 meses a 36 meses.

Assim, se o empresário desiste de investir agora haverá uma quebra do ciclo de evolução que vem sendo notado no mercado imobiliário desde 2004. De lá para cá, o PIB do setor acumulou alta 34% perante aumento de 26% do PIB nacional no mesmo período.

Para Ana Maria, os investimentos em setores de ciclo mais curto, como comércio e indústria, serão mais afetados pela desaceleração de 2009 do que o segmento imobiliário e de infra-estrutura.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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