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SÃO PAULO - O crescimento rápido da indústria aérea na China, assim como o aumento na competição nos últimos dez anos levaram a uma significativa melhora nos índices de segurança da operação aeronáutica do país. De acordo com a consultoria britânica Ascend, especializada no mercado aéreo, hoje o nível de segurança da China é comparável ao da América do Norte.

À medida que o aumento na demanda de consumidores tem feito crescer dramaticamente o número de vôos e de passageiros transportados dentro da China e para o exterior, o número de fatalidades registradas tem caído continuamente, afirma o diretor da Ascend, Paul Hayes. Isso ressalta o compromisso da China em melhorar seus padrões de segurança aeronáutica ao mesmo tempo em que acomoda uma rápida expansão no mercado e uma crescente concorrência, acrescenta.

Segundo a consultoria, nos dez anos até 1998, a China tinha uma média de um acidente aéreo fatal para cada 390 mil vôos. Hoje, essa taxa é de um acidente a cada 3,25 milhões de operações aéreas. Na América do Norte, essa média é de 3,8 milhões de vôos por acidente fatal.

Ao mesmo tempo, afirma a consultoria, houve enorme expansão na indústria aérea. Neste ano, a expectativa é que as empresas chinesas realizem um total de 2,2 milhões de vôos, transportando 210 milhões de passageiros, 3,5 vezes mais que em 1998.

A Ascend ainda registrou uma forte melhora na taxa de mortalidade de passageiros na China. No período entre 1998 e este ano, a média é de uma fatalidade para cada 5 milhões de passageiros transportados. Embora tenha havido melhora, a média ainda é muito inferior à de uma morte para cada 18 milhões de passageiros transportados registrada na América do Norte.

Por fim, nos últimos dez anos, a China atingiu uma média de 2,5 milhões de vôos para cada evento com perda total da aeronave - na qual ela é totalmente destruída ou danificada de tal forma que é economicamente inviável recuperá-la. Essa é uma taxa melhor que a apresentada pelas companhias aéreas norte-americanas, que realizaram 1,5 milhão de vôos para cada perda total entre 1998 e 2008.

Essas informações devem eliminar qualquer preocupação que as pessoas possam ter em relação à segurança das companhias aéreas chinesas, afirmou Hayes. O registro de segurança de vôo da China melhorou significativamente desde 1990 em parte por conta da importância que o país deu a alcançar níveis altos de segurança e ao enorme investimento em novos equipamentos e infraestrutura, ao ponto de que as marcas atuais do país são muito comparáveis aos da América do Norte, finalizou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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