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Expansão de ETFs no Brasil depende de regulamentação, diz BlackRock

SÃO PAULO - O desenvolvimento dos fundos lastreados em índices de ativos - conhecidos como Exchange Traded Funds (ETFs) - ainda esbarra em barreiras regulatórias no Brasil, apesar do potencial do país em receber novos produtos financeiros do tipo, de acordo com Daniel Camba, diretor-executivo para América Latina da BlackRock. Segundo o executivo, a falta de regulamentação ainda impede a gestora de investimentos americana de trazer fundos espelhados em índices de ativos negociados fora do mercado brasileiro. No México, por exemplo, os ETFs que têm ativos estrangeiros como lastro - em operações de cross traded - respondem por 114 dos 126 fundos do tipo que operam no país. Considerando-se apenas os investimentos permitidos no Brasil, Camba afirma que a BlackRock tem espaço para trazer ao país pouco mais do que os seis ETFs já listados na BM & FBovespa. A maior barreira é regulatória. O ETF é a forma mais eficiente de trazer ao Brasil um veículo com liquidez estrangeira, afirmou Camba em entrevista ao Valor durante o lançamento oficial de três novos fundos - lastreados nos índices IBrX-100 (das 100 ações mais negociadas na bolsa), Icon (de ações de empresas ligadas a consumo) e Imob (que reúne ações do setor imobiliário).

Valor Online |

A BM & FBovespa começou a negociar cotas desses três fundos no dia 23 de fevereiro.

O presidente da BM & FBovespa, Edemir Pinto, já prometeu apoiar todas as iniciativas voltadas ao aumento do número de ETFs no Brasil. Tal movimento ainda depende de uma decisão pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre os fundos dos índices estrangeiros.

Por enquanto, Camba diz que o foco da BlackRock segue no desenvolvimento de fundos espelhados em ações. Segundo ele, a depender da regulamentação, o país tem condições de alcançar o patamar mexicano. "Queremos desenvolver novos setores, dependendo da demanda de mercado", assinala.

Como o mercado de ETFs ainda é incipiente no Brasil, a gestora vê grande potencial de crescimento no país. Em mercados onde o produto está em fase desenvolvida, como os Estados Unidos, os ETFs chegam a representar perto de 30% dos negócios em bolsa.

No Brasil, a média diária dos seis fundos de índice gerenciados pela BlackRock está ao redor de R$ 30 milhões por pregão.

Michael Sobel, diretor-executivo e chefe de equity trading para as Américas da BlackRock, destaca ainda que o Brasil apresenta uma das recuperações mais rápidas no período pós-crise, algo que atrai a atenção dos investidores internacionais. Além disso, na avaliação do executivo, o país tem "uma das mais sofisticadas comunidades financeiras".

(Eduardo Laguna | Valor)

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