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Ex-ministro venezuelano diz que crise é oportunidade para reformar o mundo

Paris, 25 out (EFE).- O ex-ministro de Exteriores da Venezuela e atual embaixador desse país no Reino Unido, Samuel Moncada, afirmou hoje que a crise financeira global é uma grande oportunidade para reformar o mundo, no curso de um colóquio de apoio à Venezuela realizado em Paris.

EFE |

Moncada, que estimou que a crise "continuará pelo menos mais dois anos", disse que esta é o fim de um modelo de capitalismo, de uma ideologia, de um discurso e de uma política militar.

Qualificou como "profundamente injusto" que 20 países escolham a si mesmos como a voz da humanidade, na qual se chamou a "segunda cúpula Bretton Woods" para reformar o sistema financeiro internacional, e propôs uma "assembléia com mais de 20 países" para voltar a fundar o capitalismo e "criar um mundo diferente" Em seu discurso sobre a crise financeira no colóquio, Moncada criticou duramente a "vergonhosa" atitude do Fundo Monetário Internacional (FMI), que permanece agora "com a boca calada", quando "durante 20 anos condenou países inteiros dizendo que deviam eliminar subsídios ou privatizar empresas".

"O FMI não serve para nada" e deve ser "destruído", afirmou o ex-ministro venezuelano, que denunciou que a Bélgica e a Holanda têm mais votos nessa instituição do que Índia e China.

Moncada previu "tempos difíceis" para as classes médias, os pobres e os imigrantes dos países desenvolvidos, e afirmou que a crise, que começou como financeira, já é uma crise da bolsa, evoluirá para uma crise da economia real e arrastará uma recessão que chegará aos países emergentes.

No mesmo colóquio, o ex-presidente de Portugal Mário Soares apelou à comunidade internacional a "evitar que esta crise tenha as mesmas conseqüências" que o crack de 1929, que favoreceu a ascensão do nazismo, a intervenção do fascismo na Guerra Civil Espanhola e que desembocou na Segunda Guerra Mundial.

Soares, que disse que "Bush é o passado", defendeu que "a crise global seja combatida globalmente" e mostrou seu apoio ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, do qual espera que trabalhe para a reforma da ONU. EFE jaf/an

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