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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, negou hoje que a decisão do governo de exigir licença de importação prévia para quase todos os produtos que entram no Brasil signifique um retrocesso no processo de abertura do País. Ele explicou, em entrevista à Agência Brasil, que a medida é uma revisão de estatísticas, já que havia, no fechamento do ano passado, muita discrepância entre os números dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Receita Federal.

"Como nós percebemos que continuava a haver divergência neste início de ano, resolvemos então segurar um pouco o processo (de importação) para que pudéssemos fazer uma reavaliação dessas estatísticas", disse. Miguel Jorge chefia uma delegação de empresários em missão pelo norte da África com o objetivo de aumentar as relações comerciais do Brasil com a Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos.

A medida do governo entrou em vigor ontem e abrange 17 setores, o que representa 60% das importações. O Departamento de Comércio Exterior do MDIC agora analisa cada pedido antes de liberar a entrada do produto. Antes, o importador obtinha a licença pela internet. Miguel Jorge informou que a decisão é temporária e valerá até que o governo consiga acertar os números estatísticos.