RIO - As exigências sobre o tratamento do lixo tóxico feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não atrasarão as obras da usina nuclear de Angra 3. A garantia foi dada hoje pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que voltou a afirmar que será dado aos resíduos da usina o tratamento mais eficiente possível.

O ministro Minc (Carlos Minc, do Meio Ambiente) disse que está fazendo exigências brutais e nós estamos fazendo um esforço bestial para resolver essas exigências, frisou Lobão, que participou hoje do lançamento Centenário Theatro Municipal, que prevê obras de reforma e reestruturação do teatro ao custo de R$ 50,2 milhões.

Lobão salientou que o tratamento dado ao lixo tóxico é uma questão importante, mas não é definitiva para o começo das obras, previsto para setembro. Segundo ele, a questão dos resíduos deverá ser resolvida a seu tempo.

Um dos países que mais utiliza energia nuclear é a Coréia e a Coréia entulha o lixo em uma prateleira, não diria que sem cuidados, mas sem cuidados absolutos. Essa não é uma questão tão fundamental a ponto de paralisar ou deixar de construir a térmica, afirmou o ministro.

Entre as 60 exigências feitas pelo Ibama, está a solução definitiva para o problema do lixo radioativo. Lobão recordou que mesmo as usinas de Angra 1 e Angra 2 armazenam seu lixo tóxico sem uma solução considerada definitiva.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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