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Ex-funcionário da Deutsche Telekom é preso por espionagem

Berlim, 17 dez (EFE).- A Procuradoria de Bonn comunicou hoje a detenção de um ex-empregado da Deutsche Telekom, suspeito de ter espionado a jornalistas e diretores da maior empresa de telefonia da Alemanha.

EFE |

Fred Apostel, promotor-chefe de Bonn, explicou hoje que o suspeito está em prisão preventiva desde quinta-feira e que se trata de um antigo agente de segurança que teria organizado as escutas de empresários e de jornalistas alemães.

Aparentemente, o alto risco de fuga motivou sua detenção.

A procuradoria havia aberto uma investigação contra o suspeito por prevaricação, explicou hoje Apostel, que não quis, no entanto, dar mais detalhes a respeito.

O suspeito está acusado de haver espionado, entre outros, o presidente da Confederação Alemã de Sindicatos, Michael Sommer, mas também jornalistas e outros empresários, contrastando suas conexões telefônicas.

O jornal "Süddeutsche Zeitung" explica em sua edição de hoje que ele é acusado de cobrar valores altos por negócios fraudulentos.

A investigação, que começou há mais de meio ano, e atenta contra a legislação sobre o segredo de transmissões, liberdade de imprensa e direitos de privacidade das pessoas, levou a Telekom a supervisionar as conexões de 2005 e 2006 para comprovar possíveis "filtragens" de dados confidenciais.

A direção reconheceu, então, que desde seu interior, ele havia espionado as conversas telefônicas de diversos jornalistas e membros destacados do próprio consórcio em 2005 e 2006.

Segundo informações recentes, 60 pessoas foram espionadas. A Procuradoria de Bonn está investigando oito suspeitos.

Segundo o jornal, as autoridades suspeitam que Kai-Uwe Rick, ex-presidente da Telekom, e o então presidente do conselho de vigilância, Klaus Zumwinkel, ordenaram ao agora detido que espionasse os membros da direção e jornalistas.

Aparentemente, a Deutsche Telekom teceu durante anos uma rede de delatores e espiões, que atuavam contra jornalistas e altos executivos da empresa suspeitos de vazar informações confidenciais.

EFE umj/jp

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