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Executivos do Citigroup renunciam a gratificações

NOVA YORK - Os executivos do Citigroup Vikram Pandit, Win Bischoff e Robert Rubin vão renunciar à gratificação financeira por 2008, depois de um ano de grandes perdas e queda no preço das ações para o segundo maior banco norte-americano.

Reuters |

Em uma mensagem aos funcionários, Pandit, presidente-executivo, também declarou que a gratificação geral no banco vai ser "drasticamente menor" do que em 2007, dada a "realidade cruel" de 2008.

De janeiro a setembro, o Citigroup perdeu US$ 10,42 bilhões. Suas ações caíram 77% em 2008, e o banco planeja cortar 52 mil empregos no início de 2009.

O Citigroup já teve que limitar os pagamentos a executivos para entrar no plano de socorro do governo, aprovado em novembro, em meio à crise financeira internacional.

"Parece que o Citigroup vai na direção correta", afirmou Eleanor Bloxham, presidente da Aliança pela Governança Corporativa, de Ohio "Isso pressiona para que os outros bancos sigam o exemplo".

Ao desistir do bônus financeiro para 2008, Pandit se junta a líderes de outros bancos, como Lloyd Blankfein (Goldman Sachs), Jamie Dimon (JP Morgan), John Thain (Merrill Lynch) e John Mack (Morgan Stanley).

O Citigroup já vai limitar as gratificações por 2008 e 2009 para os seus principais executivos em 60 por cento do que foi dado em 2007. Pandit afirmou que o banco vai poder também confiscar um bônus pago com base em informações imprecisas.

Muitos especialistas têm defendido que já se tome de volta gratificações pagas de acordo com lucros que se provaram ilusórios.

Barney Frank, legislador democrata e presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes, defende a aprovação de uma lei em 2009 que dá a acionistas poder para influenciar mais na definição de gratificações para executivos.

O tema é importante para o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que também legislou sobre o tema quando senador.

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