BRASÍLIA - A Estratégia Brasileira de Exportação teve recepção positiva do executivo da Construtora Norberto Odebrecht Antônio Almeida Pinto. O governo conseguiu medidas efetivas no caminho da desburocratização, afirmou.

Ele contou que para pesquisar e entender toda a legislação e os meandros burocráticos para exportar no Brasil, mantém em sua mesa de trabalho o que chama de vade mecum (obra de consulta freqüente), um calhamaço de uns 15 centímetros de altura em papéis.

Ele diz que com o plano anunciado hoje pelo governo sairá com uma pastinha de 20 milímetros contendo tudo o que precisa.

Almeida fez parte de um grupo de empresários, entre eles os maiores exportadores do país, convidados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, a conhecer a estratégia para aumentar as exportações até 2010.

Ele complementou que considerou o plano para aumentar a competitividade de produtos brasileiros no exterior como um elemento prático que deve ajudar as exportadoras.

A construção civil é o único setor da área de serviços a receber crédito do Programa de Financiamento às Exportações (Proex). O plano do governo prevê o acesso de outras modalidades de serviço ao financiamento oficial para a venda externa.

O diretor da Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Maurício Duval, disse que a estratégia tem como um dos focos o estímulo ao aumento da exportação de serviços.

Mas, para a adoção de medidas concretas, precisa aguardar novas regras de desoneração tributária. Ao contrário das mercadorias, que são isentas de impostos para exportação, os serviços são tributados. Para fazer uma promoção comercial no exterior, por exemplo, paga-se Imposto de Renda, citou.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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