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Executivo da Norse alerta para risco da politização do pré-sal

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da norueguesa Norse Energy, Kjetil Solbreakke, disse nessa quinta -feira que o pré-sal é uma grande oportunidade para o Brasil dar um salto de qualidade, mas destacou que uma politização do debate sobre mudanças no marco regulatório pode destruir a chance de um desenvolvimento sustentado nos próximos anos. Espero que essa discussão política, que entendo ser muito importante, não destrua essa oportunidade que o país tem. Nunca vi oportunidade para que um país desse um passo tão grande, afirmou o executivo em entrevista a jornalistas após evento no Rio de Janeiro.

Reuters |

O executivo estima que o pré-sal brasileiro tenha reservas maiores do que as do Golfo do México e disse que há três anos já fazia projeções otimistas para as reservas brasileiras

'Não há dúvidas que a produção offshore (no mar) brasileira vai ser mais importante que a do Golfo do México', afirmou.

Solbreakke defendeu o atual marco regulatório para a exploração no pré-sal, ao lembrar que regra brasileira é similar à da Noruega.

'Lá há uma diversidade de empresas e o Estado controla uma empresa estatal', afirmou Solbreakke ao destacar que na Noruega também se adota do regime de concessão de blocos, sendo que a Petoro, estatal do país, controla despesas e receitas extraordinárias.

'Qualquer mudança não seria na direção do sistema norueguês, que é algo que já existe no Brasil', explicou.

O Brasil pratica o modelo de concessão, como na Noruega, e estuda criar uma estatal aos moldes da Petoro. A decisão porém ainda está sendo avaliada por uma comissão interministerial.

A Norse Energy está no Brasil desde 1999 e projeta que os investimentos no país poderão superar 1 bilhão de dólares entre 2009 e 2014.

A norueguesa possuiu blocos na bacia de Santos, fora do pré-sal, com reservas próximas a 250 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás).

Os blocos de Sabiá e Jandaia tem um potencial estimado de 215 milhões de boe, segundo o diretor de exploração e produção da empresa, Milton Franke. 'São avaliações bastante preliminares, é algo que se imagina que possa ter lá',avaliou o executivo.

O programa exploratório dos blocos arrematados em 2007, na nona rodada da ANP, ainda não foi iniciado.

A Norse produz atualmente, no Brasil, 5,4 mil boe/dia nos campos de Coral (óleo) e Manati (gás), sendo que em Manati a empresa é minoritária com 10 por cento e a Petrobras operadora do campo

A previsão da empresa é elevar a produção brasileira para 20 a 25 mil boe por dia a partir da entrada em operação do campo de Cavalo-Marinho, na Bacia de Santos.

'A reservas provadas em Cavalo Marinho são de 25 milhões de boe, mas estudos mostram que pode chegar a 40 milhões de boe',destacou Franke, que não informou as reservas dos campos já em produção, Manati e Coral.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Denise Luna)

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