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Executivo argentino é líder em pessimismo

A crise econômica que afeta o mundo transformou os executivos argentinos nos mais pessimistas da América Latina, além de estarem entre os mais sorumbáticos de todo o mundo. Entre as várias pesquisas que destacam o clima negativo na Argentina, um relatório da consultoria Grant Thorton, sustenta que 57% dos executivos deste país confessam que estão pessimistas sobre o andamento da economia argentina em 2009.

Agência Estado |

No ranking da Grant Thorton, que engloba 36 países, a Argentina ficou em 6º lugar na escala mundial de pessimismo. Entre os países da região, os executivos argentinos são o que possuem a imagem mais negativa do futuro próximo.

As diversas medidas de ajuda econômicas anunciadas ao longo de dezembro pela presidente Cristina Kirchner não tiveram o impacto positivo esperado pelo governo.

O pessimismo toma conta não só dos executivos, mas, de toda a sociedade. Isso é o que indica uma pesquisa realizada pela consultoria Ibarómetro, que afirma que 57,3% dos entrevistados acreditam que a crise mundial afetará a economia do país. Somente 29,5% dos argentinos consideram que a Argentina está livre de problemas externos.

Entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2008, o índice de confiança do consumidor elaborado pela Fundação Mercado caiu de 44,7% para 33,6%.

No interior do país, a crise não é um mero receio, pois o estancamento da atividade econômica já é real. Quatro das 24 províncias argentinas teriam entrado em recessão no terceiro trimestre de 2008, segundo afirma um relatório da consultoria econômica Federico Muñoz e Associados. As províncias em estado de recessão são as de Chaco, Salta, Misiones e Corrientes. Segundo o Índice Sintético de Atividade das Províncias (Isap) elaborado pela consultoria, o PIB da província do Chaco, no norte do país, teve uma queda de 7% no penúltimo trimestre de 2008 em comparação com o mesmo período de 2007.

Uma pesquisa da TNS Gallup sustenta que 34% dos argentinos temem perder seus empregos neste ano por causa da crise. O temor aumenta entre os mais pobres: 44% dos pesquisados admitem o temor de perder o emprego. Na classe média, o temor assola 31%. Entre os mais ricos, 14% temem ficar desempregados.

Os analistas econômicos preveem um 2009 complexo para a Argentina. Na melhor das hipóteses, calculam um crescimento do PIB de 0,5% a 2%. No pior dos casos, uma queda de 1,5% a 2%. O governo prevê um aumento de 4% no PIB para este ano. Entre 2003 e 2007, o crescimento médio por ano da Argentina foi de 8,5%, segundo os dados oficiais. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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