Nova York, 7 out (EFE).- Um ex-assessor legal do banco UBS pagará US$ 6,5 milhões como forma de solucionar uma investigação sobre uso, por parte dele, de informação privilegiada em vendas de títulos, informou hoje a procuradoria do estado de Nova York.

O escritório do procurador Andrew Cuomo investiga a venda desse tipo de ativos, conhecidos como ARS (auction rate securities), feita em dezembro de 2007 por David Aufhauser, que, para isso, utilizou informação bancária que não era de domínio público e que já apontava o colapso desse mercado.

O acordo extrajudicial prevê o pagamento de US$ 6 milhões em compensações ao estado de Nova York e mais US$ 500 mil em multas, explicou a procuradoria.

Além disso, Aufhauser compromete-se a não trabalhar, durante dois anos, com corretores de bolsa, assessores de investimentos, fundos de investimento ou outras entidades que negociam com ativos financeiros, assim como a não participar da gestão de empresas públicas ou exercer a advocacia em Nova York.

Cuomo começou a investigar em abril deste ano as atividades da UBS Securities e da UBS Financial Services relacionadas com a venda e a promoção de ARS.

Além disso, o procurador investigou transações pessoais de Aufhauser, que era um dos principais assessores legais do UBS entre setembro de 2004 e agosto de 2008.

A procuradoria nova-iorquina determinou que o ex-executivo vendeu seus ARS pouco depois de receber informação interna acerca da posição e dos planos do banco em relação a esse mercado.

Cuomo disse que, enquanto milhares de clientes do UBS não eram informados de que o mercado para esse tipo de ativos começava a desmoronar, "Aufhauser, um dos principais executivos da companhia, obteve informação interna e de forma silenciosa se desfez de seus ARS", uma violação das normas legais. EFE vm/rb/jp

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