Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Evo exige mais investimentos de petrolíferas

O presidente boliviano, Evo Morales, ameaçou ontem buscar novas operadoras para os megacampos de gás natural da Bolívia se as petrolíferas estrangeiras responsáveis por sua exploração não investirem mais recursos no país. Há empresas que não investem (nos megacampos) e o governo boliviano tem a obrigação de buscar outros recursos, declarou o presidente, numa entrevista coletiva em La Paz.

Agência Estado |

Evo não disse o nome das empresas às quais se referia, mas os megacampos bolivianos são explorados pela brasileira Petrobrás, a espanhola Repsol e a francesa Total. Ele disse já ter conversado sobre o assunto com embaixadores "da Europa e da América Latina" onde essas empresas têm sua sede.

As declarações foram feitas um dia após Evo ter seu mandato ratificado no referendo revogatório de domingo com mais de 60% dos votos, segundo pesquisas. Ontem, a apuração parcial dos votos lhe dava 64,7%. Evo interpretou o resultado da consulta como um aval para avançar em sua "revolução democrática" na Bolívia, embora os principais governadores da oposição também tenham sido ratificados. Entre seus próximos projetos estão aprovar, em referendo, uma nova Constituição e avançar nas nacionalizações.

Na entrevista, Evo disse ainda que convocará os governadores e movimentos cívicos e sociais para uma mesa de diálogo logo após anunciados os resultados oficiais da votação. Ele adiantou os temas pelos quais podem começar a discussão: a questão das autonomias e um "novo pacto fiscal" para redistribuir recursos. No domingo, ele propôs conciliar a proposta da nova Carta com os projetos autonômicos dos Departamentos (Estados) de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.

Segundo Roly Aguilar - que está à frente da administração de Santa Cruz, pois o governador, Rubén Costas, participa de uma greve de fome para protestar contra Evo - o Departamento espera um sinal de boa vontade de La Paz para aceitar a proposta, como o anúncio da devolução do repasse de impostos cortados em novembro.

"A Assembléia Departamental de Santa Cruz, uma entidade formada por vereadores e outras autoridades eleitas, deve começar a discutir amanhã a criação de uma polícia e uma agência tributária locais - conforme prometeu Costas no domingo", disse Aguilar ao Estado. "Primeiro queremos ter mais acesso aos dados sobre o pagamento de impostos e a produção e exportação de hidrocarbonetos em Santa Cruz e o próximo passo será cobrar impostos departamentais." Em menos de 15 dias, segundo Aguilar, Costas também convocará eleições para uma Assembléia Legislativa, que criará leis locais.

Ainda ontem, o governador do Departamento de Cochabamba, o opositor Manfred Reyes Villa, anunciou que não deixará o cargo e iniciará uma batalha legal contra o referendo revogatório. Reyes Villa foi um dos três governadores que perderam o referendo. Segundo a lei de convocação do referendo, Reyes Villa deve deixar o cargo assim que o resultado oficial for divulgado e o presidente Evo apontar um governador interino.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG