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Evento de 2009 tenta ser o mais importante da história do fórum

O Fórum Econômico Mundial de 2009, que começa hoje, em Davos, na Suíça, apressou-se em desmentir quem previu a decadência deste encontro da elite da globalização, na esteira do cataclismo econômico e financeiro que atingiu o mundo a partir de setembro do ano passado. O encontro de 2009 promete ser um dos mais importantes na história do Fórum, diz o comunicado do evento.

Agência Estado |

Uma análise cuidadosa do programa e dos participantes revela que, tirando certo exagero, o Fórum de Davos de 2009 de fato não fica a dever aos encontros do passado. O tema onipresente é a crise, levando a debates com nomes curiosos e sintomáticos como "Os Valores por detrás do Capitalismo de Mercado" e "Morte do Consenso de Washington?" (com interrogação, naturalmente). O Fórum de Davos é realizado há 38 anos nesta pequena cidade alpina da Suíça.

O encontro de 2009 tem uma participação impressionante de chefes de Estado e de governo, e hoje, dia de abertura, já há uma entrevista de Wen Jiabao, premiê da China, por Klaus Schwab, o presidente do Fórum, e um discurso de Vladimir Putin, primeiro-ministro da Rússia, na abertura da sessão plenária. Na sequência, Putin participa de uma discussão com membros do Conselho do Fórum Econômico Mundial, entre os quais Michael Dell, presidente e fundador da Dell Computers, e o brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Renault.

Outros líderes políticos importantes na programação deste ano são Taro Aso, primeiro-ministro do Japão, Gordon Brown, primeiro-ministro do Reino Unido, e Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha. A organização garante que haverá mais de 40 chefes de Estado ou de governo no evento. Além dos chefes de governo, haverá figuras de importância política, como José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, e Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU.

Uma certa decepção é o tradicional painel sobre a economia global, às 9 horas do primeiro dia. Onde foram parar participantes frequentes dos anos recentes, como Nouriel Roubini, o economista que previu com mais precisão a atual crise, ou o sempre otimista Jacob Frankel, que hoje ocupa o cargo de vice-chairman da AIG, a seguradora que quase quebrou?

No painel de 2009 há a participação de Stephen Roach, chairman do Morgan Stanley na Ásia, que também previu a crise, mas exatamente quando ela não ocorreu, nos anos de ouro da economia global até 2006.

Um exame mais detalhado, porém, mostra que a análise da crise está espalhada pelo programa, com vários painéis sobre diferentes aspectos da turbulência, nos quais participam economistas, financistas e autoridades financeiras de peso como o próprio Roubini; os Prêmios Nobel Joseph Stiglitz e Edmund Phelps e Kenneth Rogoff, de Harvard.

Ainda hoje, uma sessão imperdível é a que reúne Roubini e o outro grande profeta da catástrofe recente, o polêmico financista Nassim Nicholas Taleb, autor de O Cisne Negro: o Impacto do Altamente Improvável, que desde pelo menos 2006 escreveu que o desenvolvimento dos mercados de derivativos e a utilização de sistemas de controles de risco, tal como estava ocorrendo, teriam consequências desastrosas.

Também deverá ser especialmente concorrida a apresentação de Lawrence Summers, chefe do Conselho Econômico Nacional do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Ele se juntará ao assessor de Segurança Nacional, James Jones, para ser entrevistado, por Schwab, sobre as prioridades econômicas e de política externa dos Estados Unidos.

Na esfera empresarial, nomes de primeira grandeza que sempre vão ao Fórum Econômico confirmaram presença de novo este ano, como Bill Gates, da Microsoft, e Larry Page, do Google. Segundo a organização do evento, 56% dos mais de 2,5 mil participantes previstos para 2009 são líderes empresariais, representando um grupo de mil empresas de destaque mundial que são participantes permanentes do Fórum.

Os principais nomes governamentais do Brasil são o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o governador do Rio, Sérgio Cabral. Da área estatal, virá José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás. Vários empresários também vão marcar presença.

Amorim participa de mais de um painel, inclusive um denominado "A luta contra o protecionismo", no qual também estarão o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e o ministro do Comércio e Indústria da Índia, Kamal Nath. Meirelles participará de um painel sobre a paradoxal força do dólar.

Haverá alguma sessões sobre a América Latina e uma especificamente sobre o Brasil, intitulada "Brasil, o novo agente do poder" ("power broker"), com as presenças de Amorim e Gabrielli.

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