Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Europeus tomam as ruas das capitais em atos contra a crise

Milhões de pessoas tomaram as ruas das principais capitais europeias em protesto contra a crise econômica e as demissões em massa anunciadas nas últimas semanas. Na França, sindicatos calculam que 2,5 milhões de pessoas se reuniram ontem na maior manifestação dos últimos 20 anos no país.

Agência Estado |

A greve foi a primeira realizada por causa da recessão em uma das maiores economias do mundo. No Reino Unido, Islândia, Bulgária e Grécia os protestos se proliferaram, provocando violência.

A reivindicação era a mesma em todos os lugares: mais proteção contra a pior tormenta em 60 anos. Na França, a greve geral paralisou rádios, escolas, hospitais e transporte num ato contra o presidente Nicolas Sarkozy. Empregados do setor automotivo e siderúrgico se uniram a professores, médicos, políticos da oposição e jornalistas para atacar a forma pela qual o governo vem combatendo a crise. O governo francês deve demitir 30 mil funcionários públicos em 2009.

O governo se apressou em dizer que a greve não conseguiu parar o país. Apenas um terço dos voos e 15% do serviço de ônibus foram cancelados em Paris. Para o governo, os manifestantes não chegaram a 800 mil. Mas os sindicatos dizem que o número foi três vezes maior.

Para François Chérèque, líder do sindicato CFDT, a greve foi um "grito de raiva" contra as decisões do governo de dar bilhões de euros a bancos, enquanto deixam milhões perderem empregos. Sarkozy desembolsou quase US$ 500 bilhões em socorro aos bancos. Uma pesquisa revelou que 69% dos franceses apoiaram a paralisação.

As manifestações e a tensão estão se proliferando pela Europa. No Reino Unido, onde o desemprego já afeta 2 milhões de pessoas, o descontentamento se transformou em um ataque contra a imigração. Na quarta-feira, depois que os operários de uma refinaria na cidade de Humberside foram informados que a empresa contrataria trabalhadores italianos, 600 funcionários pararam de trabalhar em protesto.

Ontem, sindicatos de outras regiões do país foram até o local para engrossar a manifestação e cobrar um compromisso já anunciado pelo primeiro-ministro Gordon Brown de criar "empregos britânicos para trabalhadores britânicos".

Para a seguradora americana Aon Corp, que anualmente analisa o risco de instabilidade política no mundo, oito países europeus estariam hoje mais ameaçados de sofrer algum tipo de terremoto político: Estônia, Grécia, Hungria, Letônia, Lituânia, Eslováquia, Eslovênia e Islândia. Esses países caíram na escala de segurança por causa da sua vulnerabilidade à crise econômica.

A Islândia já teve seu governo derrubado no início da semana por causa da crise e se transformou na primeira vítima política da recessão.

Na Bulgária, Letônia e Lituânia, os protestos foram sangrentos. Na Letônia, os conflitos nas ruas começaram depois que a população desempregada passou a ter de chegar durante a madrugada nos escritórios do governo para fazer fila em busca de ajuda social ou de um novo trabalho. Muitos acabaram presos.

Na Grécia, manifestantes voltaram a tomar as ruas no início da semana. Ontem, agricultores bloquearam estradas e entradas de cidades pelo país.

Na Espanha, uma marcha de 25 mil pessoas foi organizada nesta semana na cidade de Zaragoza por causa das taxas de desemprego que chegam a 14%, a maior da Europa. E a Rússia terá de enfrentar protestos organizados neste fim de semana. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG